O que começou como uma nova etapa de vida após a aposentadoria tornou-se uma história de superação no campo. Morador da zona rural de Campo Grande, o produtor João Landim, ex-servidor da rede pública de ensino, encontrou na fruticultura um novo propósito depois de enfrentar prejuízos significativos na propriedade.
Inicialmente dedicado à pecuária leiteira, atividade que já conhecia, João esbarrou em dificuldades relacionadas à mão de obra e à rentabilidade. Em busca de alternativas, investiu na apicultura e, posteriormente, decidiu apostar na produção de ponkan, com o plantio de 700 mudas. No entanto, um incêndio atingiu a área no primeiro ano de safra e comprometeu quase toda a plantação.
Diante do cenário de perdas, o produtor buscou orientação técnica junto ao Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso do Sul, o Senar/MS, por meio do programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG). Com acompanhamento especializado, reorganizou a propriedade e decidiu aproveitar a estrutura de irrigação e adubação já instalada para investir no cultivo de mamão.
A mudança trouxe resultados positivos. Segundo o produtor, a nova cultura apresentou bom desempenho produtivo e tem potencial para compensar os prejuízos anteriores. Com o apoio técnico, ele também diversificou a produção, implantando goiaba, limão, caju, café, abacaxi e manga, além de planejar o plantio de caqui e a ampliação da área de café.
A assistência incluiu orientações sobre manejo, podas e organização da produção, fatores que, segundo João, fizeram diferença no rendimento das lavouras. O limão já apresenta retorno financeiro e a expectativa é de aumento na produtividade da goiaba com os ajustes recomendados.
Para o produtor, o suporte técnico foi decisivo para manter a atividade rural e transformar um período de prejuízo em reestruturação produtiva. A experiência reforça o papel da assistência especializada na sustentabilidade econômica das pequenas propriedades.

