Durante sessão na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, realizada nesta quarta-feira (13), o deputado estadual Lídio Lopes (sem partido) contestou declarações do deputado federal Vander Loubet (PT), que acusou a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), de ter deixado de receber R$ 150 milhões em investimentos do Governo Federal por adotar uma postura alinhada ao bolsonarismo e contrária ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo Vander, a capital perdeu recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) e também registrou queda no índice de participação no rateio do ICMS devido à condução política da atual gestão.

Lídio Lopes afirmou que as obras entregues pela prefeitura durante as comemorações dos 126 anos de Campo Grande são fruto de emendas parlamentares e parcerias com o Governo do Estado, e não de repasses diretos do Governo Federal. “São emendas da bancada federal destinadas ao Governo do Estado, que, por sua vez, realiza parcerias com o município para executar as obras. Não se trata de recursos diretos de Brasília”, ressaltou.
O parlamentar destacou ainda que a prefeita tem convidado representantes do Governo Federal para inaugurações, citando o caso de uma escola municipal no bairro Lageado, prevista para ser entregue com a presença de uma ministra. “O que é do Governo Federal, ela notifica e convida para estar presente. Honra a quem tem honra”, disse.
Sobre a acusação de que Campo Grande teria perdido R$ 150 milhões por falta de projetos, Lídio afirmou que a prefeitura apresentou ao Governo Federal proposta para concluir a obra da Avenida Ernesto Geisel, mas recebeu a resposta de que não havia verba disponível no PAC. “Ou o deputado não tem força para liberar o recurso ou o Governo Federal realmente não tem dinheiro para ajudar os municípios. Os projetos estão prontos e a equipe técnica da prefeitura é preparada”, declarou.
Lídio também mencionou que, no setor habitacional, as últimas entregas em Campo Grande foram de unidades iniciadas na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, o atual governo federal ainda não repassou recursos para obras habitacionais em execução na capital.
A discussão expõe mais um capítulo da tensão política entre lideranças locais e nacionais em torno da destinação de recursos federais e da execução de obras em Campo Grande.

