A movimentação nos bastidores, desenhada e construída por Marco Aurélio Santullo, o estrategista silencioso que atua como o “o arquiteto” político e pela senadora Tereza Cristina (PP), vem transformando discretamente, mas com impacto real, o cenário da política de Mato Grosso do Sul. Sob a liderança da dupla, o Partido Progressistas (PP) caminha para se consolidar como a maior força política do estado, ao menos no critério que mais importa em tempos de eleição: a quantidade de eleitores sob gestão.
Apesar de o PSDB ter saído das urnas em 2024 com o maior número de prefeitos eleitos (44 ao todo), os 16 municípios conquistados pelo PP somam um eleitorado maior: 871.345 eleitores contra 834.361 tucanos, uma diferença de 36.984 votos. O divisor de águas foi a vitória em Campo Grande, maior colégio eleitoral do estado, com 646.555 eleitores.

A engenharia por trás dos números
O resultado não é fruto do acaso. Nos bastidores, Santullo vem operando como uma peça-chave do tabuleiro político sul-mato-grossense. Com vasta experiência em articulação, o dirigente do PP já foi secretário especial da Casa Civil no governo Reinaldo Azambuja, presidiu a Fundação do Trabalho (Funtrab) e atuou como secretário de Governo da prefeita Adriane Lopes, da capital.
Essa trajetória estratégica permitiu a Santullo costurar alianças, organizar diretórios municipais e projetar o partido para uma expansão consistente, sempre em sintonia com Tereza Cristina, uma das lideranças mais influentes da política nacional e ex-ministra da Agricultura.

A volta ao ninho e a federação “União Progressista”
Após deixar o cargo na prefeitura de Campo Grande em 2025, Santullo retornou ao diretório estadual do PP com o objetivo de conduzir o partido rumo às eleições de 2026 com uma estrutura ainda mais robusta. Parte dessa estratégia envolve a federação com o União Brasil, a chamada “União Progressista”, que amplia o alcance da legenda no estado e no Congresso Nacional.
Com a federação, além de união programática, há ganhos práticos: acesso a mais recursos do Fundo Eleitoral, tempo de TV e palanque compartilhado para nomes competitivos.

Rumo a 2026 com o maior colégio eleitoral
A vitória em Campo Grande coloca o PP em posição privilegiada para 2026. Com a capital nas mãos e articulações firmes no interior, o partido demonstra força suficiente para disputar de igual para igual com o PSDB, PL e outras siglas que compõem o tabuleiro da direita no estado.
O crescimento do partido sob a liderança de Santullo não é apenas numérico, mas político. Em um estado onde os bastidores sempre contaram tanto quanto os palanques, o PP passa a ser o centro das articulações, e isso tem nome, método e estratégia.
Marco Aurélio Santullo, longe dos holofotes, vem se mostrando como o arquiteto do avanço progressista em Mato Grosso do Sul.

