Campo Grande chega aos 126 anos neste 26 de agosto carregando histórias, tradições e, principalmente, música. Conhecida como um dos principais celeiros do sertanejo no Brasil, a Capital já revelou ao país artistas que hoje figuram entre os mais ouvidos nas rádios e plataformas digitais.
Tudo começou com Délio e Delinha, considerados os “pais do sertanejo sul-mato-grossense”. A dupla surgiu nos anos 1950 e levou para rádios, circos e festivais canções que falavam da vida no campo, dos costumes locais e do amor simples. Músicas como O Sol e a Lua, Meu Primeiro Amor e Coração de Mato Grosso se tornaram clássicos. Delinha, que seguiu carreira solo após a morte de Délio, foi eternizada como a “Dama do Rasqueado” e até seus últimos anos foi presença marcante nos palcos da cidade.
Um dos exemplos mais marcantes é Luan Santana, filho da cidade, que transformou Meteoro em fenômeno nacional em 2009. A canção, que atravessou gerações, colocou de vez o cantor no topo das paradas e abriu caminho para outros hits como Te esperando, Tudo o que você quiser e Morena, esta última uma homenagem ao apelido carinhoso de Campo Grande.
Outra dupla que nasceu e cresceu em Campo Grande é Munhoz & Mariano. O sucesso Camaro Amarelo virou hino em festas e rádios de todo o país, consolidando os cantores como representantes do sertanejo universitário. Antes da fama, os dois se apresentavam em barzinhos e festivais locais, conquistando espaço passo a passo até chegarem ao estrelato.
Além dos sucessos já consagrados, a Capital também deu ao Brasil talentos como Almir Sater, cantor e violeiro que levou a sonoridade da viola caipira para o mundo, imortalizando canções como Tocando em Frente e Chalana. Campo Grande também viu nascer a dupla Maria Cecília & Rodolfo, que estourou nas rádios com o romantismo de músicas como Você de Volta e Os Dias Vão. Ambos reforçam que a Cidade Morena é fonte inesgotável de vozes e histórias que marcam o sertanejo em diferentes estilos e gerações.
A cidade também é berço de João Bosco & Vinícius, que ajudaram a impulsionar o sertanejo universitário no Brasil. Canções como Chora, me liga e Deixaria tudo se tornaram marcos do gênero, provando que a Capital Morena respira música em cada esquina.
Outra dupla é Fiduma & Jeca que ganharam notoriedade com músicas irreverentes e animadas, como Que sofrência e Anjo chapadex.
Seja nas letras românticas, nas baladas que embalam festas ou nas modas animadas que viram refrão na boca do povo, Campo Grande está no mapa da música sertaneja. No aniversário de 126 anos, a cidade celebra não só sua história, mas também o talento de seus filhos que transformaram paixão em sucesso, levando a “Cidade Morena” para os palcos do Brasil e do mundo.

