A Associação de Moradores do Bairro Cabreúva (AMBC) celebrou nesta segunda-feira, 21 de julho, a assinatura do termo oficial de cessão de uso de uma área pública que estava em situação de abandono há anos. O documento foi formalizado na sede da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento (Semades), na Central do Cidadão.
O presidente da AMBC, Eduardo Cabral, a professora Marta Soller, liderança do bairro, e a diretora Suki Ozaki participaram do ato. A cessão marca o fim de uma longa mobilização iniciada em 2021.“Depois de tantas visitas a órgãos públicos e envio de ofícios, conseguimos garantir oficialmente o direito de ocupar a área da ‘chacrinha’. É um momento emocionante para todos nós”, declarou Cabral.
Localizado ao lado da antiga Casa da Saúde, hoje Escola Riachuelo da Fundesporte, o terreno estava há mais de seis anos sem uso após a saída da antiga Associação de Arquitetos. Nesse período, o espaço passou por degradação, se tornando foco de insegurança e ponto de tráfico de drogas. Em 2020, um crime violento ocorrido no local reforçou a urgência de dar nova função à área.

Desde então, a AMBC passou a reivindicar o uso oficial do terreno, mantendo-o limpo com ajuda esporádica da Prefeitura. Em 2022, a possibilidade de implantar ali o Centro Pop chegou a ser cogitada, mas a proposta foi rejeitada por meio de um abaixo-assinado com mais de 1.500 assinaturas de moradores.
Agora, com a cessão garantida, a Associação planeja transformar o espaço em um centro de convivência comunitária, com atividades culturais, esportivas, cursos e eventos abertos ao público.
“Hoje é um marco para o Cabreúva. Vamos, enfim, ter um espaço nosso, digno, onde todos poderão conviver com segurança”, afirmou Eduardo Cabral.A conquista reforça o papel da organização comunitária e abre caminhos para novas iniciativas sociais no bairro.

