Antes mesmo de o sol nascer, a rotina de Laura Garcia, presidente da ONG Fiel Amigo, em Campo Grande, já está em andamento. Ela cuida de mais de 400 cães e gatos resgatados, trabalho mantido com apoio de uma funcionária e doações. Há 25 anos, a organização oferece acolhimento e tratamento a animais vítimas de abandono e maus-tratos. A dedicação de Laura representa a realidade de dezenas de protetores em Mato Grosso do Sul, que veem na Caravana da Castração uma esperança para reduzir o sofrimento dos animais.
Criado pelo Governo do Estado e executado pela Setesc e pela Suprova, o projeto percorre Mato Grosso do Sul desde julho de 2025 oferecendo castrações gratuitas, microchipagem e vermifugação. A iniciativa é financiada por R$ 5 milhões de emenda da senadora Soraya Thronicke (Podemos) e já contabiliza mais de 13 mil atendimentos.
Uma parte das vagas é direcionada a ONGs e protetores independentes. Para Laura, a Caravana “representa mudança real e respeito aos que dedicam a vida aos animais”. Em outubro, em Nova Alvorada do Sul, 300 animais foram atendidos, incluindo os da ONG Ato de Amor Animal. “Foi transformador”, disse a presidente Marli Marcondes.

A senadora Soraya destaca que o programa não é apenas uma ação pontual, mas uma política pública contínua voltada para a proteção animal e para a saúde coletiva. “Cuidar dos animais também é cuidar da dignidade humana”, afirmou.

O superintendente da Suprova, Carlos Eduardo Rodrigues, reforça que a iniciativa marca um novo momento para o Estado, com reconhecimento e suporte aos protetores. A Caravana já percorreu mais de 30 municípios e está agora em Fátima do Sul, onde outros 300 pets receberão atendimento.
Para quem vive diariamente no resgate, cada procedimento faz diferença. “Cada animal castrado é uma vida transformada”, resume Laura, esperançosa com o impacto crescente da ação. Mato Grosso do Sul possui mais de 60 ONGs cadastradas, número que pode ser ainda maior, segundo levantamento da Suprova.

