O dólar comercial encerrou esta sexta-feira (6) com alta de 1%, alcançando R$ 6,0713, o maior valor nominal desde a criação do Plano Real.
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O recorde supera o registrado na segunda-feira (2), quando a moeda havia fechado a R$ 6,06. Apesar de abrir o dia em queda e ser negociado a R$ 5,99 pela manhã, o dólar reverteu o movimento após a divulgação de dados de emprego nos Estados Unidos, que surpreenderam positivamente o mercado.
Segundo o relatório payroll, foram criadas 227 mil novas vagas em outubro, superando as projeções dos analistas.
Esse desempenho reforçou expectativas de que o Federal Reserve (Fed) possa adiar novos cortes nas taxas de juros, contribuindo para a valorização da moeda americana. Em 2024, o dólar acumula alta de 25,1%.
Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou em queda de 1,5%, aos 125.946 pontos. O recuo foi influenciado pela reação negativa do mercado aos dados econômicos dos EUA, que indicam uma possível aceleração da economia global e pressionam o dólar.
Além disso, incertezas fiscais no Brasil pesaram sobre os investidores, que acompanham o debate no Congresso sobre cortes de gastos obrigatórios no orçamento.
Outro fator de atenção foi a expectativa em relação à próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que deve anunciar nova alta na taxa Selic. A combinação de um cenário externo volátil e incertezas domésticas ampliou o nervosismo nos mercados nesta semana.