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    Uso de imóveis, veículos e celulares como garantia para empréstimos aumenta no Brasil

    O uso de bens como garantia para empréstimos tem ganhado força no Brasil, com destaque para imóveis, veículos, celulares e investimentos em previdência.

    Foto: Reprodução

    A modalidade, que cresceu 70% até setembro de 2024, tem atraído pessoas em busca de condições mais acessíveis de financiamento, especialmente no Estado de Mato Grosso do Sul.

    Economistas alertam, no entanto, sobre os riscos de contrair empréstimos com garantia, destacando a importância de um planejamento financeiro adequado para evitar o endividamento.

    O especialista Eugênio Pavão, mestre em Economia, enfatiza que, ao buscar crédito, é necessário equilibrar as receitas futuras com as despesas previstas.

    A popularização dessa modalidade de crédito tem raízes na experiência dos Estados Unidos, onde o “home equity” – uma prática que usa a residência do tomador como garantia – tem sido uma solução eficaz para aqueles que não têm acesso ao crédito tradicional.

    No Brasil, a modalidade vem se expandindo, com opções de empréstimos que permitem ao tomador acessar até 80% do valor do imóvel, com taxas de juros menores e prazos mais flexíveis.

    Segundo Lucas Mikael, mestre em Economia, a principal vantagem do home equity é a segurança oferecida pela garantia do imóvel, o que reduz os riscos para os credores e, consequentemente, torna o crédito mais acessível, inclusive para quem tem um histórico de crédito restrito.

    Porém, o economista Eduardo Matos alerta que o risco de perder o bem, caso o empréstimo não seja quitado, deve ser considerado. “Os bancos não têm interesse em ficar com os imóveis; eles apenas buscam minimizar o risco da operação”, explica Matos.

    A recente mudança no marco regulatório também contribuiu para o aumento das operações de crédito com garantias.

    Agora, é possível utilizar um mesmo imóvel como garantia em mais de um empréstimo, desde que não ultrapasse o valor do bem. Essa flexibilidade tem impulsionado o uso dessa prática no Brasil, especialmente no setor imobiliário, que está aquecido.

    Além disso, com a valorização dos smartphones, muitos aparelhos, que podem chegar a R$ 10 mil, começaram a ser utilizados como garantia em empréstimos.

    A fintech Juvo, por exemplo, oferece crédito utilizando o celular como ativo. De acordo com dados da Abecip, o número de operações com celulares como garantia saltou 154% entre janeiro e agosto de 2024, com empréstimos que chegam a R$ 2 mil.

    A introdução do marco legal das garantias de empréstimos, sancionado em outubro de 2023, abre novas possibilidades para diversificar as fontes de crédito no Brasil, facilitando o acesso ao financiamento e ampliando o uso de ativos reais como garantia.

    O objetivo da lei é reduzir o risco para os credores e, assim, tornar o crédito mais acessível e menos oneroso para os tomadores.

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