A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) oficializou nesta segunda-feira, 9 de maio, o nome de Carlo Ancelotti como novo técnico da Seleção Brasileira. Aos 65 anos, o consagrado treinador italiano assume o comando da equipe até o fim da Copa do Mundo de 2026 e já estreia nos duelos contra Equador e Paraguai, válidos pelas Eliminatórias Sul-Americanas, em junho.
A contratação marca o fim de uma espera que começou em 2023, quando a CBF flertou com Ancelotti, mas não conseguiu concretizar a vinda na época. Com a saída de Dorival Júnior em março deste ano, a entidade retomou as conversas e fechou o acordo com o treinador, que estava em sua segunda passagem pelo Real Madrid. O italiano iniciará os trabalhos oficialmente no dia 26 de maio.

Para o presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, a chegada de Ancelotti representa mais do que um reforço técnico. É uma declaração de ambição.
“Trazer Carlo Ancelotti para comandar o Brasil é mais do que um movimento estratégico. É uma declaração ao mundo de que estamos determinados a recuperar o lugar mais alto do pódio. Ele é o maior técnico da história e, agora, está à frente da maior seleção do planeta”, afirmou.
Estreia contra rivais diretos nas Eliminatórias
O primeiro desafio do novo comandante será no dia 5 de junho, quando o Brasil enfrenta o Equador fora de casa. Os equatorianos ocupam a vice-liderança da tabela com 23 pontos, enquanto a Seleção aparece em quarto lugar, com 21. Cinco dias depois, no dia 10, o Brasil encara o Paraguai na Neo Química Arena, às 21h45. Outro confronto direto, já que os paraguaios têm a mesma pontuação da equipe brasileira.
Ancelotti se reunirá nos próximos dias com Rodrigo Caetano, coordenador geral das Seleções Masculinas, e com Juan, coordenador técnico, para definir a lista de convocados para os dois compromissos.
Currículo de peso e salário compatível
Carlo Ancelotti é reconhecido como um dos maiores treinadores da história do futebol. Campeão cinco vezes da UEFA Champions League, duas pelo Milan e três pelo Real Madrid, é o técnico com mais títulos da principal competição de clubes do mundo.
Além dos gigantes italianos e espanhóis, o italiano também dirigiu Chelsea, Paris Saint-Germain, Bayern de Munique, Napoli, Everton, entre outros. Ao todo, Ancelotti tem mais de 20 títulos internacionais e nacionais em seu currículo.
Para ter o treinador à frente da Seleção, a CBF desembolsará cerca de 10 milhões de euros por ano, o equivalente a aproximadamente 63 milhões de reais. O valor é semelhante ao salário que ele recebia no Real Madrid. O contrato ainda prevê um bônus de 5 milhões de euros, cerca de 31 milhões de reais, em caso de título mundial em 2026.
Pressão e esperança
A chegada de Ancelotti ocorre em um momento de instabilidade da Seleção Brasileira, que perdeu força nas últimas competições e busca reconstruir sua identidade rumo à Copa do Mundo de 2026. Com um elenco renovado e uma nova comissão técnica, a expectativa é que a experiência e o currículo vencedor do italiano sejam capazes de recolocar o Brasil no topo do futebol mundial.
Se tudo sair como planejado, Carlo Ancelotti poderá escrever um novo capítulo de glórias na história da Seleção Brasileira e, quem sabe, conduzir o país ao tão sonhado hexacampeonato.

