A Prefeitura de Dourados, por meio do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), já imunizou 15.875 cães e gatos contra a raiva desde o início da campanha de vacinação, em agosto. A ação, realizada em parceria com o Governo do Estado, segue orientação do prefeito Marçal Filho e tem como meta alcançar o maior número possível de animais, reforçando a prevenção da doença no município.
Durante outubro, equipes do CCZ continuam percorrendo bairros, distritos e comunidades rurais com pontos itinerantes de vacinação. Nesta terça-feira (21), a imunização acontece na Unidade Básica de Saúde (UBS) da Vila Hilda, das 7h30 às 16h30. Na quarta (22), será a vez da UBS do IV Plano, e na quinta (23), a UBS do Campo Dourado, sempre no mesmo horário.
Novos locais e datas serão divulgados nos canais oficiais da Prefeitura, permitindo que tutores acompanhem a programação e mantenham seus animais protegidos. A descentralização das ações tem garantido o acesso à vacina em regiões mais afastadas da área urbana.
A vacina é indicada para cães e gatos a partir dos três meses de idade e deve ser reaplicada anualmente. A raiva é uma doença viral grave, de alta letalidade, que pode ser transmitida aos humanos pela saliva de animais infectados, principalmente por mordidas.
O CCZ reforça que o imunizante é seguro e eficaz, mas recomenda adiar a aplicação em casos de febre, infecção, diarreia intensa ou uso de corticoides e imunossupressores. A Prefeitura destaca que a adesão dos tutores é essencial para manter Dourados livre da doença. “Cada dose aplicada representa um passo importante para o bem-estar dos animais e a segurança das famílias douradenses”, ressalta a equipe do CCZ.
Sobre a raiva
A raiva é uma infecção viral que atinge mamíferos, incluindo humanos, e causa sintomas neurológicos graves. O vírus se instala no local da mordida e migra para o sistema nervoso central, provocando encefalite aguda quase sempre fatal.
Estima-se que cerca de 60 mil pessoas morram anualmente no mundo por causa da doença, sendo 40% das vítimas crianças. A prevenção é possível com a vacinação regular de cães e gatos e evitando o contato com animais silvestres. Nos pets, o vírus pode ser transmitido até cinco dias antes do surgimento dos sintomas, e a morte ocorre entre cinco e sete dias após o início dos sinais clínicos.

