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    TJMS destaca valorização dos juízes de 1º grau em congresso da magistratura em Bonito

    O Congresso Estadual da Magistratura Sul-Mato-Grossense 2025 foi encerrado nesta quinta-feira (17), em Bonito, após três dias de debates voltados à modernização do Judiciário e à busca por soluções mais ágeis e efetivas às demandas da sociedade. O evento reuniu magistrados, autoridades e representantes de cartórios para discutir temas como tecnologia, governança e o papel da Justiça diante das mudanças sociais e legislativas.

    O presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), desembargador Dorival Renato Pavan, destacou o compromisso da atual gestão em fortalecer a magistratura de primeiro grau. “Estamos investindo para que os juízes tenham melhores condições de trabalho e possam se aproximar da sociedade, que exige uma Justiça mais célere e produtiva”, afirmou.

    Entre os assuntos em destaque, a reforma tributária gerou reflexões sobre o impacto das mudanças no Judiciário. O desembargador Ary Raghiant Neto comparou o período de transição do novo modelo tributário a um “avião que entra em uma nuvem”, defendendo a necessidade de preparo para os próximos anos de adaptação.

    O diretor-geral da Escola Judicial (Ejud/MS), desembargador Marco André Nogueira Hanson, reforçou que o evento buscou alinhar a magistratura às transformações em curso. “É essencial que os juízes estejam atualizados e preparados para lidar com as novas demandas, com uma programação voltada à realidade atual”, pontuou.

    Durante a palestra sobre inteligência artificial (IA), o professor e diretor do Instituto de Direito e Inteligência Artificial (IDEIA), Dierle José Coelho Nunes, enfatizou a importância da tecnologia como aliada na prestação jurisdicional. “Precisamos compreender o potencial da IA para otimizar o trabalho judicial e criar uma governança que minimize riscos”, observou.

    Também participaram do encontro os conselheiros do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Marcello Terto e Silva e Ulisses Rabaneda dos Santos. Rabaneda ressaltou que o CNJ tem um papel além do caráter disciplinar, atuando no desenvolvimento de políticas adequadas às realidades locais do Judiciário.

    Danielle Andréa

    "Totus Tuus Mariae"! Cristã católica, dinda, gateira e colunista.

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