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    CPI já havia alertado para colapso no transporte coletivo, diz vereador Dr. Lívio

    A paralisação no transporte coletivo de Campo Grande, que deixou milhares de passageiros sem ônibus na manhã desta quarta-feira (22), já havia sido prevista pela CPI do Transporte Coletivo, segundo o vereador Dr. Lívio (UB), presidente da Comissão de Transporte da Câmara Municipal. Após a reunião convocada pelo presidente da Casa, Epaminondas Neto, o parlamentar cobrou providências e destacou que o caos vivido pela população é resultado direto da falta de medidas preventivas por parte do poder público e do Consórcio Guaicurus.

    Esse problema já estava mapeado pela CPI. O relatório final, elaborado pela vereadora Ana Portela, é fruto de um trabalho conjunto e indicou com clareza o risco de uma paralisação. Nós já prevíamos que isso iria acontecer, colocando a responsabilidade, primeiramente, na atuação da Prefeitura, que é quem tem o poder de concessão do transporte coletivo”, afirmou o vereador.

    A paralisação de duas horas foi motivada pelo não pagamento do vale dos funcionários do Consórcio Guaicurus, que alega atrasos nos repasses por parte dos Executivos Municipal e Estadual. O impasse gerou transtornos em toda a cidade e acendeu um alerta sobre a instabilidade financeira do sistema.

    Dr. Lívio enfatizou que a Câmara Municipal não se colocará em posição de submissão a nenhum dos lados. “A Câmara Municipal não vai ser refém nem do Consórcio Guaicurus nem da Prefeitura. Estaremos sempre ao lado da população de Campo Grande, que é quem realmente está sofrendo”, declarou.

    O vereador lembrou que o relatório final da CPI contém mecanismos importantes para atuação do poder público e foi encaminhado ao Ministério Público do Trabalho, Ministério Público Federal, Prefeitura, Consórcio e Tribunal de Contas. “O único órgão que realmente manifestou ações foi o Tribunal de Contas do Estado, por meio do conselheiro Waldir Neves, que já realizou fiscalizações na Agereg e na Agetran e está em contato com o Consórcio e a Prefeitura para adotar novas medidas na reabertura do TAG (Termo de Ajustamento de Gestão)”, explicou.

    Durante a reunião, os vereadores também decidiram acelerar a tramitação de um projeto de autoria de Dr. Lívio que cria o Fundo Municipal de Mobilidade e Trânsito. A proposta prevê que parte da arrecadação de multas de trânsito, estacionamentos regulamentados e outras receitas seja destinada a um fundo permanente para custear o sistema de transporte público, assegurando estabilidade financeira e regularidade nos repasses.

    Vamos continuar pressionando para que ambas as partes cumpram suas obrigações. O Consórcio Guaicurus tem a obrigação de trocar os 196 ônibus que apontamos no relatório da CPI, e a Prefeitura precisa usar suas agências reguladoras para garantir que isso aconteça”, concluiu o vereador.

    Roger Usai

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