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    Papy é reeleito por unanimidade para presidência da Câmara de Campo Grande no biênio 2027-2028

    Com votos favoráveis dos 29 vereadores, eleição antecipada consagra recondução do atual presidente; parlamentares criticam ausência do PP na composição da nova mesa diretora

    A Câmara Municipal de Campo Grande realizou nesta quinta-feira (10) a eleição antecipada da nova Mesa Diretora para o biênio 2027-2028, reconduzindo por unanimidade o vereador Epaminondas Neto (Papy – PSDB) à presidência da Casa. Todos os 29 vereadores votaram a favor da reeleição, consolidando um consenso político raro e simbólico, em meio a um cenário pré-eleitoral municipal acirrado.

    Integrantes da mesa diretora eleita da Câmara de Campo Grande para o Biênio 2027-2028 | Foto: Roger Usai

    A eleição começou pontualmente às 13h25, seguindo o que prevê o Regimento Interno da Câmara e a Lei Orgânica do Município, que autorizam a antecipação da escolha da nova mesa com antecedência. Papy, que atualmente já preside a Casa no biênio 2025-2026, seguirá no comando do Legislativo municipal até o final de 2028.

    Placar da eleição da mesa diretora do biênio 2027-2028 da Câmara Municipal de Campo Grande | Foto: Roger Usai

    A nova mesa diretora será composta por:

    • Presidente: Epaminondas Neto (Papy – PSDB)
    • 1º Vice-presidente: Dr. Lívio (União Brasil)
    • 2ª Vice-presidente: Ana Portela (PL)
    • 3º Vice-presidente: Neto Santos (Republicanos)
    • 1º Secretário: Carlão (PSB)
    • 2ª Secretária: Luiza Ribeiro (PT)
    • 3º Secretário: Ronilson Guerreiro (Pode)

    A atual mesa conta com André Salineiro (PL) como 1º vice-presidente e Dr. Lívio como 2º vice. No novo ciclo, Salineiro deixa a diretoria para assumir a liderança da bancada do PL na Casa.

    Críticas internas à presidência do PP

    Apesar da unanimidade na votação, o clima não foi totalmente harmônico. Vereadores do PP, partido que tem a maior bancada da Casa, demonstraram insatisfação por não terem representantes na mesa diretora. O vereador Delei Pinheiro foi o mais contundente: “Repudio o fato de o PP não estar representado. Culpo diretamente a presidente do partido e a prefeita Adriane Lopes, que se afastou do Legislativo e abandonou sua própria base”.

    Papy foi reeleito com os votos de todos os vereadores | Foto: Roger Usai

    Maicon Nogueira, também do PP, seguiu na mesma linha e criticou a falta de articulação da sigla: “Faltou interesse político do partido em construir espaço na mesa”, lamentou, embora tenha votado favoravelmente à recondução de Papy.

    Já o vereador Professor Riverton, também progressista, foi mais direto: “Prefeita Adriane está distante do Legislativo. Conte com a senadora Tereza Cristina, que tem compromisso com Campo Grande, com Mato Grosso do Sul e com o Brasil”.

    Declarações em apoio à recondução

    Parlamentares de diferentes espectros ideológicos justificaram seus votos com elogios à condução da presidência por Papy e ao que chamaram de independência do Legislativo.

    “É justo que Papy continue à frente desta Casa. É uma tradição da Câmara e reafirma nossa autonomia”, disse Flávio Cabo Almi (PSDB).

    Jean Ferreira (PT) afirmou que seu voto simboliza a confiança na independência do Legislativo: “No nome de Papy está a garantia de que essa Casa não será um puxadinho do Executivo”.

    Também do PT, Landmark reforçou o apoio ao atual presidente: “Estamos fechados com Papy, que tem dado protagonismo aos vereadores desta Casa”.

    Com a confirmação do novo comando, o Legislativo municipal entra num novo ciclo de estabilidade interna e de sinalização política às vésperas das eleições de 2026. Nos bastidores, a recondução de Papy é lida como uma vitória articulada com apoio transversal entre diferentes partidos, o que fortalece sua liderança nos próximos anos.

    Roger Usai

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