Aliada do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), a deputada estadual catarinense Ana Campagnolo (PL-SC) participou da caminhada com destino a Brasília e conversou com o Fato67 sobre sua atuação política, a mobilização da direita e o simbolismo do ato.
A deputada explicou que, apesar de raramente se ausentar de Santa Catarina, decidiu participar da caminhada por lealdade política e por considerar a causa legítima. Ela ressaltou que vê o movimento como uma resposta às injustiças que, em sua avaliação, têm atingido militantes e lideranças da direita. Para Campagnolo, mesmo sem garantias de resultados imediatos, a mobilização se justifica.
“Nem todos os movimentos políticos começaram com a certeza de que dariam certo”, afirmou, ao destacar que há catarinenses que, segundo ela, foram presos e condenados injustamente, e que também estariam sendo representados no ato.
Questionada sobre o impacto simbólico da manifestação, a parlamentar avaliou que a política é construída por meio de comunicação e símbolos, e que a caminhada fortaleceu a unidade da direita. Ela ponderou ainda que não é possível prever se os participantes poderão sofrer perseguições, mas defendeu que a presença no ato demonstra que o bolsonarismo segue com representantes e apoiadores dispostos a se manifestar.
Sobre seu futuro político, Campagnolo descartou, ao menos por ora, a possibilidade de deixar a política estadual para disputar um cargo federal. Ela afirmou que pretende continuar como deputada estadual em Santa Catarina, caso tenha o aval do eleitorado, destacando que sua base política, formada por vereadores, prefeitos e lideranças locais, está concentrada no estado.
Ao comentar a dificuldade de consolidação de grupos conservadores em outros estados, a deputada citou Santa Catarina como um exemplo de sucesso. Segundo ela, o fortalecimento da direita conservadora passa pelo trabalho de base, com aproximação direta de lideranças comunitárias, profissionais da saúde, educação e cidadãos dos municípios pequenos e grandes.
Campagnolo destacou que o modelo adotado por ela e por outros parlamentares do estado envolve presença constante nas cidades e destinação de recursos por meio de emendas, garantindo atuação tanto cultural quanto político-partidária em todo o território catarinense.

