Um ato de vandalismo registrado no bairro Jardim Noroeste, em Campo Grande, gerou indignação e mobilização nas redes sociais. Em um muro, a frase “olha pa nois adriane safada” foi pichada por um autor ainda não identificado. A imagem do muro foi publicada pelo influenciador Alisson Benítez Grance, conhecido como Du Mato, investigado por envolvimento com o tráfico de drogas. A publicação, além de divulgar a pichação, trouxe um questionamento aos seguidores: “Vocês concordam?”, o que provocou ainda mais revolta em parte da população.

Para um denunciante que entrou em contato com a redação, a conduta do influenciador foi interpretada como uma tentativa de legitimar uma mensagem ofensiva contra uma mulher pública e incitar a prática de pichação. A atitude, segundo o denunciante, pode configurar não apenas apologia ao dano ao patrimônio, mas também incentivo à prática de um crime ambiental.
A frase da pichação, interpretada como um ataque a uma figura pública feminina, gerou reação da ativista conservadora Vivi Tobias, que foi até o local para apagar a inscrição.

Vivi, que é evangélica, defensora do movimento pró-vida e opositora da legalização das drogas, publicou um vídeo nas redes sociais no qual aparece diante da pichação, denunciando o conteúdo como ofensivo e cobrando coerência dos movimentos que se apresentam como defensores das mulheres.
“Quando é uma mulher conservadora, cristã e que pensa diferente da militância de esquerda, o respeito desaparece. E ninguém se manifesta”, afirmou Vivi em seu vídeo, gravado no local. Após a gravação, ela mesma providenciou a cobertura da pichação com tinta.
A imagem do muro havia sido inicialmente divulgada por um influenciador local, conhecido por defender pautas progressistas como a legalização da maconha, o aborto e o feminismo. Embora não haja qualquer indício de que o influenciador tenha participado do ato de vandalismo, o conteúdo foi publicado em suas redes sociais sem qualquer repúdio à mensagem.
O caso reabriu o debate sobre o que ativistas conservadores chamam de “feminismo seletivo”, conceito usado para criticar a suposta falta de reação por parte de militantes de esquerda quando ataques são direcionados a mulheres que não compartilham das mesmas pautas ideológicas.
De acordo com o Código Penal Brasileiro, a pichação de bens públicos ou privados é considerada crime ambiental, passível de multa e detenção. Até o momento, não há informações sobre a identificação do autor da pichação.
Vivi Tobias afirmou que vai continuar monitorando e denunciando casos semelhantes, ressaltando que “respeito às mulheres não pode depender da ideologia que elas seguem”.

