A maioria da bancada federal de Mato Grosso do Sul manifestou apoio à criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar as fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. Dos 11 parlamentares sul-mato-grossenses no Congresso Nacional, 10 já assinaram ao menos um dos quatro requerimentos que tramitam na Câmara e no Senado. O único que ainda não subscreveu nenhum pedido é o deputado federal Dagoberto Nogueira (PSDB).
Levantamento divulgado pelo portal Congresso em Foco aponta que, no Senado, os três representantes do Estado, Nelsinho Trad (PSD), Tereza Cristina (PP) e Soraya Thronicke (Podemos), assinaram requerimento favorável à investigação.
Na Câmara dos Deputados, o pedido apresentado por Rodrigo Rollemberg (PSB) conta com o apoio dos deputados Beto Pereira (PSDB), Geraldo Resende (PSDB), Camila Jara (PT), Marcos Pollon (PL) e Rodolfo Nogueira (PL), todos da bancada sul-mato-grossense.
A maior adesão, no entanto, é ao requerimento da oposição para instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), que reúne deputados e senadores. O pedido, de autoria do deputado Carlos Jordy (PL), já recebeu as assinaturas dos senadores Nelsinho Trad (PSD) e Tereza Cristina (PP), além dos deputados federais Beto Pereira (PSDB), Dr Luiz Ovando (PP), Marcos Pollon (PL) e Rodolfo Nogueira (PL).
Outro requerimento para criação de CPMI, apresentado por parlamentares do PSOL e da Rede, também conta com assinaturas de representantes de Mato Grosso do Sul, como a senadora Tereza Cristina e o deputado Beto Pereira.
O Banco Master teve liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central após a constatação de falta de lastro para operações financeiras realizadas pela instituição. Segundo o BC, foram identificadas irregularidades no cumprimento de normas de regulação do setor bancário, além de falhas no controle de risco, crédito e gestão de capital. O caso é considerado um dos maiores rombos recentes no sistema financeiro.
Fundos de previdência pública que investiram em ativos ligados ao banco podem acumular prejuízos estimados em cerca de R$ 2 bilhões, sem garantia integral de ressarcimento. Parte dos investidores tem conseguido recuperar valores até o limite coberto pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que é mantido por contribuições das instituições financeiras. O impacto do caso teria comprometido aproximadamente metade dos recursos disponíveis do fundo.
O proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro, chegou a ser preso e atualmente é investigado pela Polícia Federal.

