A primeira suplente de vereadora pelo PL em Campo Grande, Cassy Monteiro, anunciou nesta quinta-feira (21) que irá protocolar uma representação no Ministério Público contra a realização de um evento na capital sobre “crianças trans”, organizado com apoio da Defensoria Pública.
O evento intitulado como “4ª Conferência Estadual de Políticas e Direitos Humanos para a População LGBTQIA+ de Mato Grosso do Sul” acontecerá nos dia de hoje (21) e na sexta (22), em Campo Grande, com o tema “Construindo a Política Estadual dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+”, e “Família, Afeto e Identidade: Construindo Pontes de Compreensão para Crianças Transgênero” qeu será ministrada por Thamirys Nunes, Presidente da ONG Minha Criança Trans. A conferência ocorrerá no Auditório Multiuso 2 da UFMS, localizado na Rua UFMS, Blovo VI, ao lado da Biblioteca Central, no bairro Pioneiros.

Em vídeo divulgado em suas redes sociais, Cassy repudiou a iniciativa e afirmou que o encontro promove uma ideologia perigosa que coloca em risco a vida e a saúde de crianças e adolescentes.
“Crianças trans não existem. O que existem são meninos e meninas em formação sendo levados a acreditar que nasceram em corpos errados. Forçar uma criança com disforia a passar por uma transição não é ciência, é crueldade”, disse a suplente.
Segundo Cassy, estudos apontam que 88% dos jovens com disforia de gênero retomam naturalmente sua identidade biológica ao longo da adolescência. Ela destacou ainda que procedimentos de transição podem gerar danos irreversíveis, como infertilidade, depressão e ideação suicida.
Outro ponto levantado foi o papel da Defensoria Pública na realização do evento. Para Cassy, o órgão estaria se afastando de sua função principal de proteger famílias vulneráveis.
“Qual o sentido de um órgão que deveria proteger famílias vulneráveis financiar algo que pode destruir a vida de uma criança? Isso é violação do Estatuto da Criança e do Adolescente e um desvio de função”, criticou.
Mesmo sem ocupar atualmente um mandato, a suplente afirma que acionará o Ministério Público solicitando investigação. No requerimento, ela pede que sejam apurados quatro pontos principais:
- O possível uso indevido de recursos públicos no financiamento da atividade;
- A atuação da Defensoria Pública fora de sua finalidade institucional;
- O eventual custeio da participação de uma palestrante ligada a uma ONG pró-infância trans;
- A compatibilidade do evento com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
“Essas perguntas não podem ser ignoradas. Não dá para aceitar que órgãos que deveriam proteger nossas crianças patrocinem algo que pode destruí-las. Precisamos buscar todas as medidas possíveis para que deixem nossas crianças em paz”, concluiu Cassy Monteiro.

