Uma lista do ex-presidente Jair Bolsonaro elaborada em conjunto com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) definiu estratégias do Partido Liberal (PL) para as eleições estaduais e ao Senado em diversos estados do país. No documento, Mato Grosso do Sul aparece com definição clara, o apoio será mantido ao atual governador Eduardo Riedel (PP), descartando candidatura própria da legenda ao governo estadual.
Ao senado, a lista confirma o nome do presidente estadual do partido, Reinaldo Azambuja e deixa em aberto a segunda vaga, com preferência ao ex-deputado estadual Capitão Contar, mas com citações a vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira e ao deputado federal Marcos Pollon.
Bolsonaro, que já dividiu palanque com Riedel no Estado, teria reafirmado que o progressista é o único nome apoiado por seu grupo político em Mato Grosso do Sul. A decisão inviabiliza uma eventual candidatura do deputado estadual João Henrique Catan ao governo.
Segundo as informações confirmadas pelo próprio Flávio Bolsonaro após o vazamento da lista, o entendimento é de que o PL não deve lançar candidato ao Executivo estadual, concentrando esforços no fortalecimento de um palanque competitivo para o senador em eventual disputa nacional. A estratégia inclui articulações com partidos como PP e União Brasil para composição de chapa em nível federal.
Em outros estados, a lista também trouxe definições. Em Santa Catarina, a deputada federal Caroline de Toni foi confirmada como candidata ao Senado, em articulação que envolve ainda Carlos Bolsonaro.
Após a divulgação do documento, Catan utilizou as redes sociais para acusar jornalistas de divulgarem informações inverídicas. No entanto, a autenticidade da lista foi confirmada por Flávio Bolsonaro, encerrando as dúvidas sobre o posicionamento do partido ao governo no Estado.

