O Partido dos Trabalhadores (PT) confirmou no último sábado (13) sua estratégia eleitoral para as eleições de 2026 em Mato Grosso do Sul, com o objetivo de disputar simultaneamente o comando do Executivo estadual e uma vaga no Senado. A legenda do presidente Lula oficializou o nome do ex-deputado federal Fábio Trad como pré-candidato ao governo do Estado.
A chapa majoritária deverá contar ainda com Gilda Maria dos Santos, conhecida como Dona Gilda, esposa do ex-governador Zeca do PT, como pré-candidata a vice-governadora. Para o Senado, o principal nome do partido é o deputado federal Vander Loubet, embora o PT mantenha diálogo aberto com a ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), sobre o cenário eleitoral no Estado.
Presente no encontro partidário, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, destacou a importância estratégica do Estado para o projeto nacional da legenda. “Mato Grosso do Sul tem um papel importantíssimo na eleição nacional. Enquanto presidente nacional, eu venho acompanhar aquilo que a direção estadual tem decidido e definido”, afirmou.
Apesar de trabalhar sua pré-candidatura ao Senado, Vander Loubet já sinalizou a aliados a possibilidade de recuar e disputar a vaga como primeiro suplente de Simone Tebet, caso a ministra decida concorrer ao Senado por Mato Grosso do Sul. Nos bastidores, no entanto, há a avaliação de que o presidente Lula prefere que Simone dispute o cargo por São Paulo. A definição final sobre o futuro eleitoral da ministra deve ocorrer até o período do Carnaval de 2026.
No cenário estadual, a possível candidatura de Simone Tebet também provoca tensões no MDB. O ex-governador André Puccinelli já declarou publicamente que, em um eventual alinhamento com Lula, a ministra não teria espaço no MDB sul-mato-grossense. Em resposta, Simone afirmou que poderia assumir o controle do partido no Estado, caso desejasse.
A disputa interna no MDB e a relação com o PT também foram comentadas por Edinho Silva. O dirigente nacional lembrou que o MDB integra a base do governo Lula e ocupa ministérios na gestão federal. Segundo ele, Simone Tebet não enfrentaria resistência para ser candidata no Estado, caso essa seja sua decisão.

