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    Com ordem de Moraes, Bolsonaro é alvo de nova operação da PF e será monitorado por tornozeleira e proibido de acessar redes sociais

    O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi alvo de uma operação da Polícia Federal na manhã desta sexta-feira (18), em Brasília. Por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foram determinadas medidas cautelares restritivas contra o ex-mandatário, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica, proibição de uso de redes sociais e recolhimento domiciliar noturno, entre 19h e 7h.

    A operação ocorre no âmbito da Petição 14129, que tramita em sigilo no STF, e contou com o aval da Procuradoria-Geral da República (PGR). A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão na casa de Bolsonaro, localizada no bairro Jardim Botânico, e no escritório político do ex-presidente, dentro da sede nacional do Partido Liberal (PL), legenda à qual está filiado.

    Operação da Polícia Federal com ordem do STF na casa de Jair Bolsonaro em Brasília | Imagem: Reprodução

    Entre as medidas impostas estão:

    • Uso obrigatório de tornozeleira eletrônica;
    • Recolhimento domiciliar entre 19h e 7h;
    • Proibição de contato com outros investigados ou réus ligados ao inquérito;
    • Proibição de comunicação com embaixadores e diplomatas estrangeiros;
    • Proibição de aproximação a sedes de embaixadas;
    • Bloqueio de acesso a redes sociais.

    De acordo com fontes da Polícia Federal, a operação foi motivada por suspeitas de coação no curso do processo, obstrução da Justiça e ameaça à soberania nacional. Ainda nesta sexta-feira, Bolsonaro deve comparecer à sede da PF para formalização das medidas.

    O ex-presidente já responde, no Supremo Tribunal Federal, a uma denúncia apresentada pela PGR que o acusa de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano ao patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado. A possível pena, somada, pode ultrapassar 43 anos de prisão.

    Na quarta-feira (16), em entrevista à CNN Brasil, Bolsonaro afirmou estar “indignado” com a denúncia e negou qualquer intenção de deixar o país ou pedir asilo internacional.

    A defesa do ex-presidente confirmou a operação, mas ainda não comentou oficialmente as novas restrições. O Partido Liberal também não se pronunciou até o momento.

    A decisão do STF amplia o cerco judicial a Bolsonaro, em um processo que envolve também aliados próximos e ex-integrantes do governo investigados por tentativas de golpe e articulações antidemocráticas após as eleições de 2022.

    Roger Usai

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