O deputado federal Luiz Ovando (PP) declarou apoio ao novo pedido de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes.
Ovando afirmou que apoiará o requerimento protocolado pelo parlamentar paraibano e fez duras críticas ao ministro do STF. “Não passa de um contraventor e mentiroso travestido de paladino da justiça e democracia”, declarou o deputado sul-mato-grossense. Segundo ele, Cabo Gilberto contará com seu apoio e voto caso o processo avance no Congresso.
O pedido de impeachment foi motivado pela divulgação de mensagens atribuídas ao empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que teriam sido trocadas com Moraes. Para o autor do requerimento, não seria adequado que um ministro do Supremo mantivesse comunicações com pessoas investigadas, situação que, segundo ele, poderia levantar dúvidas sobre a imparcialidade do magistrado.
Caso seja protocolado, este será o décimo pedido de impeachment contra ministros do STF apresentado ao Senado apenas neste ano. Moraes já foi alvo de outra solicitação após reportagem do jornal O Globo revelar a existência de um contrato de R$ 129 milhões entre o Banco Master e o escritório da advogada Viviane Barci, esposa do ministro.
Outros oito pedidos apresentados no mesmo período miram o ministro Dias Toffoli, também citando suposta proximidade entre o magistrado e o banqueiro Daniel Vorcaro.
Pela legislação brasileira, cabe ao Senado Federal analisar pedidos de impeachment de ministros do Supremo. A decisão de dar andamento ou arquivar a solicitação depende do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP).
Dados extraídos do celular de Vorcaro indicariam que o empresário relatava a Moraes tratativas envolvendo a possível venda do banco, além de conversas relacionadas a um inquérito sigiloso que tramita na Justiça Federal de Brasília.
Outras mensagens apontam que Vorcaro teria consultado Moraes sobre a lista de convidados para um fórum jurídico realizado em Londres, em abril de 2024. Na ocasião, o ministro teria sugerido que o empresário Joesley Batista, do grupo J&F, fosse barrado do evento, tema que acabou sendo levado à organização do encontro.
Segundo as informações divulgadas, as conversas teriam utilizado o recurso de visualização única nos aplicativos de mensagem. Por isso, as respostas atribuídas ao ministro não estariam disponíveis, enquanto as anotações registradas pelo dono do Banco Master permaneceram armazenadas no aparelho celular do empresário.

