Com a chegada da primeira semana de fevereiro, o cenário político de Mato Grosso do Sul entra em ritmo acelerado. A proximidade da abertura da janela partidária intensifica articulações, convites e possíveis trocas de legenda, redesenhando o tabuleiro para as eleições que se aproximam.
Tchau PL: O Partido Liberal (PL) deve enfrentar uma debandada de nomes ligados ao bolsonarismo. Um dos principais é o deputado federal Marcos Pollon, que já recebeu convite do Partido Novo para disputar o Senado ou até o governo do Estado pela sigla. Sem acordo com a direção estadual do PL, Pollon já dá como certa, a aliados, sua saída na abertura da janela partidária.
Outro nome que deve deixar o PL é a vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira. Por ocupar cargo no Executivo, ela não precisa aguardar a janela para trocar de partido, mas vem negociando com outras siglas. Na última sexta-feira (30), Gianni participou de um evento do Partido Novo em Dourados, reforçando os sinais de mudança. Pré-candidata ao Senado pelo PL, ela enfrenta concorrência interna com o presidente estadual da legenda e ex-governador Reinaldo Azambuja, além do ex-deputado estadual Capitão Contar. Diante da falta de espaço, a tendência é que Gianni desembarque no Novo, onde deve ser lançada como candidata ao Senado.
Convites para a reeleição: No Senado, a senadora Soraya Thronicke (Podemos) já iniciou os movimentos visando à reeleição. Ela recebeu convites do PSB e do PDT, partidos de centro-esquerda interessados em abrigá-la na próxima disputa. O deputado federal Vander Loubet (PT), pré-candidato petista ao Senado, elogiou publicamente a senadora e comentou sobre uma possível dobradinha entre ambos.
Soraya ampliou seu espaço junto ao eleitorado de centro e centro-esquerda após as eleições de 2022, o que explica o assédio das legendas. Aliados afirmam que a troca do Podemos pelo PSB ou PDT pode ser oficializada em evento em Brasília, embora o Podemos ainda trabalhe para mantê-la em seus quadros.
Dia do Fico: Outro movimento envolve a ex-senadora sul-mato-grossense e atual ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB). Segundo o jornal O Globo, ela já teria decidido disputar o Senado por São Paulo. A confirmação oficial, no entanto, só deve ocorrer após o Carnaval.
A possível chapa paulista incluiria Marina Silva (Rede) e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), cotado para o governo do Estado. Ainda em aberto está a decisão de Simone Tebet sobre permanecer no MDB ou migrar para o PT para viabilizar a candidatura.

