O vereador de Campo Grande e policial federal licenciado, André Salineiro (PL), se manifestou nesta segunda-feira (05) contra a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que impôs prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Para o parlamentar, a medida é mais um exemplo de “perseguição política travestida de decisão judicial”.
Salineiro participou da manifestação realizada neste domingo (03) na Praça do Rádio Clube, na capital sul-mato-grossense, que reuniu centenas de pessoas pedindo o impeachment do presidente Lula (PT), o afastamento de Moraes e a anistia dos presos pelos atos de 8 de janeiro.
Em entrevista ao Fato67, o vereador declarou:
“Medida totalmente desarrazoada, que reflete a perseguição política enveredada por um Tribunal que, hoje, em razão destes precedentes, descumpre a sua função de salvaguardar a Constituição e o Estado Democrático de Direito.”
A fala de Salineiro ecoa o sentimento de parte significativa da base conservadora, que vê no Supremo uma atuação seletiva e excessivamente politizada, especialmente nos casos envolvendo o ex-presidente e seus aliados.
Atuação política
Integrante da bancada do PL na Câmara Municipal e apoiador histórico de Jair Bolsonaro, Salineiro tem reforçado nos últimos meses seu alinhamento com as pautas da direita, com foco em segurança pública, liberdade de expressão e combate à corrupção. Sua presença nos atos deste domingo foi marcada por falas incisivas em defesa da Constituição e contra o que chamou de “ditadura judicial”.

Durante a manifestação, o vereador também subiu no trio elétrico e alertou para os riscos do silêncio diante da escalada autoritária:
“Eles querem nos calar através do medo, implantando o medo. Mas chega. Chegou a hora de falar. Chega de silêncio.”
Contexto
A decisão de Alexandre de Moraes, expedida na última sexta-feira, impõe restrições severas à liberdade de Bolsonaro, como o uso de tornozeleira eletrônica, proibição de uso de redes sociais e vedação a qualquer contato com outros investigados. A justificativa do ministro se baseia na alegada violação de medidas cautelares anteriores, principalmente após a participação indireta do ex-presidente em eventos públicos, incluindo o ato na Avenida Paulista.

