O deputado federal Dagoberto Nogueira (PSDB) foi o único representante sul-mato-grossense a participar da votação.
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga fraudes e irregularidades no INSS rejeitou, nesta quinta-feira (4), a convocação de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT). Entre os parlamentares que integram a composição da CPMI, o deputado federal Dagoberto Nogueira (PSDB) foi o único representante de Mato Grosso do Sul presente na votação.
A CPMI apura denúncias envolvendo descontos ilegais aplicados em benefícios de aposentados e pensionistas. Lulinha foi citado no depoimento de Edson Claro, ex-funcionário de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como líder de um esquema de fraudes no instituto.
Em seu relato à Polícia Federal, Claro afirmou que Antunes teria repassado cerca de R$ 25 milhões ao filho do presidente, além de suposta “mesada” mensal de aproximadamente R$ 300 mil. O depoente também declarou estar sendo perseguido pelo ex-patrão. O relato, contudo, não esclarece em qual moeda teria sido feito o repasse milionário.
A base governista trabalhou para descredibilizar Claro, classificando-o como alguém sem idoneidade e questionando a veracidade de suas acusações. O PT, por sua vez, votou contra a convocação do depoente e também contra a oitiva de Lulinha.
As denúncias envolvendo o filho do presidente foram inicialmente divulgadas pelo portal Poder360, que também relatou viagens feitas por Lulinha ao lado de “Careca do INSS”.
Antes da votação, a deputada federal Bia Kicis (PL) afirmou que já esperava uma blindagem ao filho do presidente.
“Querem apostar quanto que a esquerda irá blindar o Lulinha? Mesada de R$ 300 mil e pagamento de R$ 25 milhões do dinheiro roubado dos aposentados”, declarou.

