O deputado estadual Lídio Lopes (sem partido) se manifestou nesta quarta-feira (6) sobre a prisão preventiva domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em nota publicada nas redes sociais, o parlamentar expressou preocupação com o que classificou como “um momento delicado” da democracia brasileira.
“A prisão do ex-presidente Bolsonaro me causa profunda preocupação enquanto cidadão e representante do povo de Mato Grosso do Sul”, afirmou Lídio. “Acredito que momentos como este exigem serenidade e respeito aos princípios democráticos que sustentam nossa nação.”

Advogado de formação, Lídio destacou que os processos judiciais precisam seguir critérios de transparência e imparcialidade, principalmente quando envolvem figuras públicas de grande representatividade política. Para o deputado, o Estado de Direito só se sustenta quando garante as liberdades fundamentais, como o direito de ir e vir, independentemente de posicionamentos ideológicos.

“Observo com inquietação um cenário em que lideranças políticas de determinadas correntes ideológicas têm sido sistematicamente questionadas e perseguidas”, escreveu.
O parlamentar defendeu o papel do Legislativo nas grandes decisões nacionais, reforçando que nenhum poder pode se sobrepor aos demais. “Defendo que as grandes decisões nacionais devem ser tomadas pelos representantes eleitos pelo povo nos parlamentos. Nenhum poder deve tomar decisões unilaterais que afetem milhões de brasileiros.”
Em sua publicação, Lídio também fez um apelo pela união do país, pedindo o fim do que chamou de perseguições políticas. “O Brasil precisa de menos divisão e mais união para enfrentar os verdadeiros desafios que afetam a nossa população”, concluiu.
A prisão domiciliar de Jair Bolsonaro foi decretada após o ministro Alexandre de Moraes avaliar que o ex-presidente desrespeitou medidas cautelares ao participar, ainda que indiretamente, de manifestações recentes. O episódio acirrou o debate entre apoiadores e críticos do ex-presidente, e também reabriu discussões sobre os limites do STF em decisões que impactam o cenário político nacional.

