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    Fiscalização ou perseguição? Prefeita conservadora vira alvo diário de quem ignora caciques da velha política

    Nos últimos tempos, a prefeita de Campo Grande parece ter se tornado o principal assunto de quem se diz fiscalizador do poder. Curiosamente, a cidade tem 29 vereadores, um governador, deputados estaduais, federais, senadores… mas, de algum modo, só uma figura pública parece merecer atenção diária. Sempre a mesma. Sempre ela.

    A quem interessa essa perseguição constante? O que leva alguém a dedicar tanto esforço, tanto tempo e tanta energia a atacar uma única pessoa? Seria zelo com a cidade? Ou existe algo mais profundo, e menos nobre, por trás dessa obsessão?

    Adriane Lopes é a primeira mulher eleita prefeita de Campo Grande pelo voto direto. É também cristã declarada, conservadora em suas posturas, e não esconde sua fé nem em atos públicos nem em momentos privados. Será que isso incomoda? Será que há quem não aceite uma mulher cristã e firme em seus valores liderando a cidade?

    A missionária Adriane Lopes foi alvo de tentativas de ridicularizações de opositores por conta de sua fé cristã | Imagem: Reprodução

    Durante as eleições de 2024, imagens dela orando em igrejas foram usadas para ridicularizá-la. Peças difamatórias espalharam personagens caricatos com símbolos cristãos, e poucos pareceram se incomodar com o desrespeito. Silêncio de uns, aplausos de outros. Coincidência?

    O que também chama atenção é que essa campanha de ataques não parece partir do nada. Dizem que há, por trás dos bastidores, um velho conhecido da política local, um nome que já teve sua chance, mas que acabou derrotado nas urnas e mergulhado em escândalos que nem os jornais mais sensacionalistas conseguiram ignorar. Inclusive, escândalos de ordem pessoal, envolvendo relatos e situações… constrangedoras. Mas isso, claro, ninguém fiscaliza.

    Para limpar a própria imagem e tentar voltar ao jogo, esse personagem parece ter terceirizado o serviço sujo. E aí entra em cena uma figura conhecida nos bastidores, não exatamente por sua reputação ilibada, mas por uma certa tendência a fazer drama público quando contrariado. A alcunha que circula é “Bebê Chorão”. E não é por acaso.

    Este personagem, que se fantasia de defensor da moralidade, tem mais boletins de ocorrência do que argumentos. Já foi notícia por se envolver em confusões com mulheres, responde por acusações de perseguição, e quase foi expulso do próprio partido por atacar aliados, inclusive lideranças que compartilham da mesma linha ideológica que ele diz defender. Curiosamente, também possui ligações com figuras que enfrentam acusações sérias, como envolvimento com tráfico. Mas, ainda assim, tenta posar de justiceiro.

    Prefeita Adriane Lopes (PP), tem sofrido ataques de intolerância religiosa. | Foto: Reprodução Fato67

    Fica a pergunta: por que alguém com um histórico tão… delicado, se empenha tanto em atacar uma única mulher na política? O que motiva esse nível de hostilidade seletiva?

    Será que não estamos diante de uma tentativa de usar um rosto inflamado, porém descartável, para atingir uma liderança que incomoda mais do que se pode admitir em público? Será que essa perseguição é mesmo sobre gestão pública, ou é sobre o incômodo que uma mulher cristã, conservadora e eleita representa para um sistema que sempre funcionou entre quatro paredes e tapinhas nas costas?

    Se a gestão tem falhas, que se cobre. Como se deve cobrar qualquer gestor público. Mas por que apenas ela? Por que os demais seguem isentos? Por que os vereadores homens não recebem sequer uma vírgula de “fiscalização diária”? Por que o governador passa incólume? Por que só ela?

    Talvez a resposta esteja no que ela representa, e no que se recusa a representar.

    Campo Grande precisa refletir. Com olhos atentos e coração livre de manipulações. Afinal, quando a crítica vira obsessão, e a obsessão vem sempre do mesmo grupo, o que está por trás disso?

    A política local pode ter muitos problemas. Mas uma liderança que não se ajoelha aos velhos esquemas talvez não seja um deles.

    Roger Usai

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