O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sinalizou que a futura chapa presidencial do Partido Liberal poderá ter como vice um nome indicado pela Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP. A avaliação ganhou força após a saída do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, do União Brasil para ingressar no PSD.
Em entrevista à CNN, Flávio afirmou que a composição da chapa passa por uma reavaliação estratégica e que a federação se tornou uma alternativa viável para ocupar a vaga de vice. Nos bastidores, o nome da senadora sul-mato-grossense Tereza Cristina (PP) voltou a ganhar destaque.
Ex-ministra da Agricultura no governo Bolsonaro, Tereza é vista como um perfil moderado e com forte capacidade de articulação política. Aliados avaliam que a presença de uma mulher na chapa poderia ajudar a reduzir a rejeição do senador junto ao eleitorado feminino.
Além disso, Tereza Cristina teve atuação recente em negociações internacionais, ao integrar uma comitiva de senadores que foi aos Estados Unidos para dialogar com o governo norte-americano sobre a retirada de tarifas impostas pelo presidente Donald Trump a produtos brasileiros. A iniciativa foi bem recebida por empresários de setores afetados pelo chamado “tarifaço”.
Com forte ligação com o agronegócio, a senadora é considerada uma liderança influente no setor, que projeta recordes de produção, especialmente na colheita de soja prevista para 2026. Internamente, Tereza é descrita como ponderada, articulada e com bom trânsito entre diferentes forças políticas.
A expectativa no PL é de que Flávio Bolsonaro bata o martelo sobre a composição da chapa após o Carnaval. Até lá, o nome de Tereza Cristina segue ganhando força nas articulações de bastidores.

