O ex-governador Reinaldo Azambuja, está prestes a oficializar sua filiação ao Partido Liberal (PL). A entrada do tucano na sigla já conta com o aval do ex-presidente Bolsonaro e do presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto. Azambuja, inclusive, deve assumir o comando do diretório estadual do partido.
Antes do ato de filiação, no entanto, Reinaldo deve se reunir com os parlamentares da legenda em Mato Grosso do Sul para alinhar os próximos passos da sigla no Estado. Estão entre os convidados os deputados federais Marcos Pollon e Rodolfo Nogueira, os deputados estaduais João Henrique Catan, Coronel David e Neno Razuk, e os vereadores da Capital André Salineiro, Ana Portela e Rafael Tavares.
A sigla já projeta um salto na Assembleia Legislativa a partir de 2026 e tem a expectativa de conquistar ao menos duas novas cadeiras no Legislativo estadual. A filiação da deputada estadual Mara Caseiro (PSDB), que deve disputar uma vaga na Câmara dos Deputados pelo partido, e do deputado estadual Jamilson Namme (PSDB), que deve disputar a reeleição.
Além do salto na Assembleia, a legenda também deve crescer no número de prefeituras no Estado. Com uma base de aliados consolidada, aliados de Reinaldo esperam que muitos dos prefeitos eleitos pelo PSDB se filiem ao PL. O partido tucano ainda domina as rédeas políticas estadual.
Reunião em Brasília:
Reinaldo Azambuja se reuniu nesta quinta-feira (3) com o presidente nacional do partido, Valdemar da Costa Neto, e com o secretário nacional e senador Rogério Marinho. A reunião, segundo aliados, contou com a presença do governador do Estado, Eduardo Riedel (PSDB), e tratou dos próximos passos para a filiação do político ao partido.
Tensão nos bastidores
Apesar da articulação de peso, a chegada de Azambuja ao PL não ocorre sem ruídos internos. Parte da bancada já manifesta incômodo com o que consideram uma imposição da cúpula nacional, especialmente por parte de Bolsonaro. Há parlamentares que avaliam deixar a sigla, mas encontram resistência diante da perda do número 22 nas urnas — uma marca fortemente ligada ao ex-presidente.
Nos bastidores, Bolsonaro trata a entrada de Reinaldo como uma decisão inquestionável. A comparação feita por aliados é com o apoio dado por Bolsonaro ao deputado Beto Pereira (PSDB) no primeiro turno das eleições municipais de Campo Grande em 2024 — uma aliança que também gerou desconforto entre bolsonaristas do estado.

