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A lista oficial de parlamentares encaminhada pela Mesa Diretora da Câmara dos Deputados à Corregedoria da Casa, solicitando afastamento e punições, não inclui os nomes dos sul-mato-grossenses Marcos Pollon (PL) e Camila Jara (PT).
A Mesa Diretora da Câmara dos Deputados decidiu segundo a CNN Brasil, nesta sexta-feira (8), dar prosseguimento a todas as denúncias envolvendo parlamentares acusados de participação na ocupação do plenário da Casa, ocorrida nesta semana. Os casos serão encaminhados à Corregedoria Parlamentar, que ficará responsável pela análise e possível aplicação de punições.
O corregedor Diego Coronel (PSD-BA) deverá emitir um parecer indicando eventuais sanções e, posteriormente, enviar os processos ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar. Entre os alvos das representações estão os deputados Marcos Pollon (PL-MS), Zé Trovão (PL-SC), Marcel van Hattem (Novo-RS) e Camila Jara (PT-MS). A lista completa, ainda não oficial, pode chegar a cerca de 60 parlamentares.
A ocupação do plenário durou mais de 24 horas, iniciando na terça-feira (5) e sendo motivada pela prisão domiciliar do ex-presidente Bolsonaro (PL). O impasse foi encerrado apenas na noite de quarta-feira (6), após intensas negociações.
Durante a comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado que ocorreu na quinta-feira (7), Marcos Pollon discursou em defesa dos “presos políticos” do 8 de janeiro, acusando o Supremo Tribunal Federal (STF) de abusos processuais e denunciando supostas violações de direitos humanos, como violência, humilhação e negligência. “Não vamos descansar enquanto não conseguirmos soltar todas as vítimas do 8 de janeiro. Pessoas estão sendo torturadas. Manifestantes já morreram dentro da cadeia. A anistia é necessária com urgência”, afirmou Pollon durante audiência pública na Comissão de Segurança Pública.
Segundo interlocutores da Mesa, a possível punição a Pollon está relacionada tanto à ocupação da mesa diretora.
Já a deputada Camila Jara (PT) é acusada de ter agredido o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) durante os protestos no plenário. Inicialmente, ela negou a acusação. No entanto, um vídeo que se tornou viral nas redes sociais mostra a parlamentar aparentemente admitindo o empurrão: “Vai ver meu braço aqui. Pior que eu dei e tava com o braço… foi com o braço doído”, diz Jara na gravação, aparentemente sem saber que estava sendo filmada.
A confirmação oficial da lista de deputados investigados deve ocorrer nos próximos dias. Caso o Conselho de Ética entenda que houve quebra de decoro parlamentar, as punições podem chegar a até seis meses de afastamento.

