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    MS volta ao radar do Clã Bolsonaro visando disputa de Carlos ao senado

    A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro chegou a ser cogitada como possível candidata ao Senado por Mato Grosso do Sul, segundo revelou uma fonte do Partido Liberal (PL) à equipe do Fato67. A hipótese, no entanto, já foi descartada. Michelle deve disputar o cargo pelo Distrito Federal, onde mantém base eleitoral e forte apoio entre o público evangélico e o núcleo feminino do partido.

    Com a indefinição em torno da candidatura de Carlos Bolsonaro ao Senado por Santa Catarina, o nome do segundo filho do ex-presidente Jair Bolsonaro começa a circular entre lideranças do PL. O impasse no estado catarinense envolve uma disputa interna entre Carlos, a deputada federal Caroline de Toni e a deputada estadual Ana Campagnolo, que têm trocado críticas públicas sobre quem deve representar o campo conservador na corrida ao senado.

    A pré-candidatura de Carlos Bolsonaro (à direita) pelo PL de Santa Catarina fez com que Carol de Toni (centro) perdesse espaço na sigla para lançar sua candidatura

    O embate azedou o clima no PL catarinense e reacendeu a possibilidade de que Carlos Bolsonaro possa ser deslocado para outro reduto. Fontes próximas ao partido de fora do estado afirmam que Mato Grosso do Sul voltou a entrar no radar do clã Bolsonaro como uma alternativa para o projeto político da família, especialmente diante da resistência da base conservadora local ao nome do ex-governador Reinaldo Azambuja, atual presidente estadual do PL.

    Apesar de recém-chegado ao partido, Azambuja enfrenta dificuldades para unificar o grupo. Seu histórico à frente do PSDB e o distanciamento das pautas defendidas pelo eleitorado de direita têm gerado desconforto entre as lideranças mais alinhadas ao conservadorismo. Nomes como Capitão Contar, Marcos Pollon e Gianni Nogueira, essa apoiada por Jair Bolsonaro, são vistos como possíveis obstáculos ao plano de Azambuja de consolidar uma estrutura partidária favorável à sua própria candidatura futura.

    Enquanto isso, outro movimento político ligado ao agronegócio tenta convencer o ex-presidente a lançar Carlos Bolsonaro na região Norte do país. A informação foi publicada pela coluna de Mota Filho, no portal Política SC. Segundo a apuração, a ideia seria posicionar o filho do ex-presidente em um estado com forte base ruralista, o que poderia facilitar alianças estratégicas e evitar novos atritos dentro do PL.

    O cenário, ainda em construção, reforça que o mapa eleitoral de 2026 segue aberto para o grupo bolsonarista, que avalia com cautela onde posicionar seus principais nomes diante da reorganização interna do PL e das disputas regionais em andamento.

    Roger Usai

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