O deputado federal Marcos Pollon falou ao Fato67 no último sábado, dia 24, durante a Marcha pela Liberdade, mobilização convocada e liderada pelo deputado Nikolas Ferreira em Brasília. Em tom enfático, Pollon classificou o ato como o início de um novo ciclo político e afirmou que a manifestação marca o começo do fim do que chamou de “um pesadelo terrível” vivido pelo país.
Segundo o parlamentar, a marcha simboliza um momento de virada para a direita brasileira. Para ele, o movimento rompeu um período de silêncio e medo que afastou parte da população das ruas nos últimos anos. Pollon avaliou que a mobilização demonstrou que a direita sempre foi maioria no Brasil, mas esteve retraída diante de um ambiente que classificou como hostil e intimidatório.
Ao comentar o simbolismo do ato para o Congresso Nacional e para o cenário político a partir de agora, o deputado afirmou que a marcha quebrou o que chamou de “espiral do silêncio”. Na avaliação de Pollon, o retorno das pessoas às ruas representa o fim de um ciclo de medo e o início de um ano decisivo, que, segundo ele, será marcado por disputas políticas intensas e pela tentativa de resgatar a liberdade e a soberania do país.
Pollon também destacou o papel de Nikolas Ferreira na organização do movimento. Para o deputado, a convocação da marcha foi estratégica e acertada, justamente por ocorrer no início do ano, momento que ele considera fundamental para mobilizar a base conservadora. Na sua leitura, a iniciativa rompeu barreiras psicológicas e incentivou a participação popular, criando um ambiente de enfrentamento político direto.
Questionado sobre o que o Brasil pode esperar daqui para frente, o parlamentar afirmou que o cenário dependerá da capacidade de mobilização e resistência dos manifestantes. Segundo ele, não é possível baixar a cabeça em um ano que considera decisivo. Pollon defendeu que a luta por liberdade precisa ser constante e que a marcha representa a melhor forma de iniciar esse processo.
O deputado também comentou sobre o desgaste físico provocado pela caminhada. Ele relatou estar no terceiro dia de marcha, com os pés cheios de bolhas, e ressaltou a dificuldade enfrentada por quem participou desde o início do trajeto. Pollon descreveu momentos de forte aglomeração na chegada a Brasília, com empurra-empurra entre os participantes, mas afirmou que, apesar do cansaço e do aperto, o objetivo foi alcançado.
A Marcha pela Liberdade reuniu apoiadores de diferentes regiões do país e reforçou a estratégia de ocupação das ruas por lideranças da direita conservadora, em um movimento que busca pressionar instituições e influenciar o debate político nacional ao longo de 2026.

