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    Novo ciclo: Riedel deixa o PSDB e se filia ao PP de Tereza Cristina

    O PSDB perderá na terça-feira (19) o último governador que ainda mantinha nos quadros do partido. O chefe do Executivo de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, irá assinar em Brasília sua filiação ao Progressistas (PP), consolidando o esvaziamento tucano e abrindo caminho para que o PP se torne a principal força política no estado.

    A decisão, que já vinha sendo aguardada nos bastidores, foi comunicada ontem pelo governador ao presidente nacional do PSDB, Marconi Perillo. Pesaram no movimento não apenas a afinidade com a senadora Tereza Cristina, uma das figuras mais influentes do PP no cenário nacional, mas também a estrutura partidária montada em Mato Grosso do Sul, que já se projeta para garantir a reeleição de Riedel e consolidar projetos para um eventual segundo mandato.

    Com a saída de Riedel, o PSDB encerra uma fase em que chegou a eleger três governadores em 2022, mas que rapidamente se desfaz: Raquel Lyra, de Pernambuco, e Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, já haviam migrado para o PSD.

    O movimento também acende o sinal de alerta dentro do ninho tucano em Mato Grosso do Sul. O ex-governador Reinaldo Azambuja, nome dado como certo na disputa por uma das vagas ao Senado em 2026, também se prepara para deixar a legenda. Entre as opções estão o PL e o próprio PSD, o que pode acelerar ainda mais a debandada.

    Enquanto o PSDB definha, o PP se fortalece. Sob a liderança de Tereza Cristina, ao lado de Riedel e de Marco Aurélio Santullo, um dos principais articuladores do partido no estado, a legenda já comanda a maior fatia do eleitorado sul-mato-grossense e se consolida como protagonista nas próximas eleições.

    O enfraquecimento dos tucanos ocorre no momento em que o ex-ministro Ciro Gomes articula sua filiação ao PSDB, cogitando disputar novamente o governo do Ceará ou até mesmo a Presidência em 2026. A movimentação, porém, acontece em meio a um partido que perde musculatura justamente onde antes demonstrava força: nos estados.

    Em Mato Grosso do Sul, a troca de Riedel sela não apenas a ascensão do PP, mas também o fim de uma era para os tucanos, que agora precisam se reinventar para não se tornarem coadjuvantes no próprio tabuleiro político.

    Roger Usai

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