A ex-senadora do Estado e ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), foi o centro das atenções de um jantar realizado na noite de quinta-feira (11) na casa do empresário Sérgio Zimerman, acionista da Petz, em São Paulo. O encontro, organizado em parceria com o advogado Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do grupo Prerrogativas, reuniu cerca de 200 empresários, executivos do mercado financeiro, empreiteiros e advogados.
Entre os presentes estavam nomes de peso como Luiza Helena e Frederico Trajano (Magalu), Alê Costa (Cacau Show) e Rafael Sales (Alos). Durante o evento, Tebet recebeu elogios da plateia: “Ela é fera”, comentou um dos executivos após ouvir as considerações da ministra.
Em sua fala, Tebet criticou a “dominância imediatista do mercado” e defendeu maior protagonismo do setor produtivo. “O quarto poder não tem que ser o mercado, mas o setor produtivo, que emprega”, disse, ao ser questionada sobre a reforma tributária e a administrativa.

A ministra também reconheceu os desafios para a retomada do crescimento econômico. “O Brasil ainda é um país do agronegócio. Vamos ter que desconstruir para reconstruir, não é algo simples”, afirmou. Para ela, a partir de 2027 haverá uma “janela de oportunidade” para avançar em pautas estruturais: “Será possível dar condições de governabilidade ao próximo presidente, eleito ou reeleito, para avançar na reforma tributária”.
Tebet destacou ainda a relevância da reforma administrativa, relatada pelo deputado Pedro Paulo (MDB-RJ). “Ele é fiscalista e às vezes pesa a mão, mas é aberto ao diálogo e tem boa vontade com o governo”, avaliou. Segundo ela, o projeto desenhado pela ministra da Gestão, Esther Dweck, busca enfrentar supersalários e digitalizar as plataformas do governo, mas o texto ainda pode sofrer mudanças.
A ministra fez um apelo aos empresários para que acompanhem de perto o debate no Congresso. “Se vocês não estiverem presentes, outros estarão e podem piorar o texto”, alertou.
O jantar consolidou a boa impressão de Tebet entre os empresários e reforçou especulações sobre uma possível candidatura da ministra ao Senado por São Paulo em 2026.

