As eleições de 2026 prometem consolidar de vez Mato Grosso do Sul como parte central no cenário político do país. Figuras de destaque no estado, como a senadora Tereza Cristina (PP), o governador Eduardo Riedel (PSDB) e a ministra do planejamento Simone Tebet (MDB), estão cotados para ocupar cargos estratégicos em uma possível disputa presidencial polarizada entre direita e esquerda.
Do sul
Frequentemente, artistas nacionais que desembarcam em Mato Grosso do Sul escutam o famoso “do Sul” assim que confundem MS com MT. Mas será que esses dias estão contados? Com a presença cada vez mais consolidada de políticos do estado em disputas nacionais, MS tem ganhado destaque.
A senadora Soraya Thronicke (Podemos) e a atual ministra Simone Tebet (MDB) disputaram a presidência da República em 2022, ampliando a visibilidade do estado no cenário político. Tereza Cristina (PP), foi ministra da Agricultura do governo do ex-presidente Bolsonaro (PL) e é uma das figuras mais influentes do agronegócio, e Cida Gonçalves, atual ministra das Mulheres no governo do presidente Lula (PP), fortalece a presença sul-mato-grossense em nível nacional.
Como fica 2026
Ex-ministra da Agricultura no governo Bolsonaro, a senadora Tereza Cristina é um dos nomes mais respeitados dentro do setor produtivo e tem forte influência no Congresso. Nos bastidores, há articulações para que ela seja vice em uma eventual candidatura presidencial do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), visto como o principal nome da direita para enfrentar o PT em 2026.
Tereza Cristina poderia fortalecer ainda mais o agronegócio dentro do Planalto e garantir apoio de uma base eleitoral forte no Centro-Oeste. Além disso, sua experiência administrativa e trânsito fácil no Congresso fariam dela uma peça-chave em um eventual governo Tarcísio.
O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, também tem sido mencionado como um nome de peso para compor um eventual governo de Tarcísio. Sua gestão focada no crescimento econômico, infraestrutura e parcerias com a iniciativa privada tem chamado a atenção de aliados do governador paulista. O governador não deve ter grandes dificuldades para encaminhar sua reeleição ao governo do Estado.
Já no campo da esquerda, a senadora Simone Tebet (MDB) continua sendo um nome de peso no cenário nacional. Após ganhar projeção como candidata à presidência em 2022 e assumir o Ministério do Planejamento no governo Lula, ela se consolidou como uma peça fundamental no tabuleiro político.
A possibilidade de Simone ser vice de Lula em uma eventual tentativa de reeleição em 2026 não está descartada, especialmente se o PT buscar uma chapa mais ampla para enfrentar a direita. Caso não seja escolhida como vice, ela deve disputar a eleição para o senado no Estado.
Se essas articulações se concretizarem, Mato Grosso do Sul terá uma presença inédita no Palácio do Planalto, com representantes tanto na direita quanto na esquerda. O estado, historicamente um celeiro de políticos influentes, poderá se tornar um polo estratégico na disputa pelo poder nacional.