A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), apresentou nesta segunda-feira (1º) à Câmara Municipal a proposta da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026, estimada em R$ 6,974 bilhões, e o Plano Plurianual (PPA), que estabelece as diretrizes da gestão para os próximos quatro anos. O valor previsto representa crescimento de 1,49% em relação ao orçamento estimado para 2025, de R$ 6,871 bilhões.
Segundo a prefeita, o orçamento reflete um cenário de cautela diante da reforma tributária e busca manter o equilíbrio fiscal. “Estamos apresentando as diretrizes do orçamento que vão nos direcionar para os próximos anos. Há um crescimento previsto de 1,5%. Estamos diminuindo gastos da máquina pública, mas com cautela em função da reforma tributária. No plano, temos oito eixos estratégicos para que a cidade avance”, destacou Adriane.
A LOA detalha receitas e despesas previstas para o próximo ano, provenientes de tributos, transferências e contribuições. Os recursos serão aplicados em áreas como saúde, educação, infraestrutura, revitalização de espaços públicos, programas de governo e obras em andamento.
A secretária municipal de Finanças e Planejamento, Márcia Hokama, ressaltou que a Prefeitura buscou um orçamento mais robusto. Ela informou que as despesas com pessoal estão em 52,99% da Receita Corrente Líquida abaixo do limite de 54% da Lei de Responsabilidade Fiscal, mas acima do limite prudencial de 51,3%.
Já o PPA estabelece as prioridades da administração para o quadriênio, divididas em oito eixos estratégicos: Desenvolvimento Sustentável e Empreendedorismo; Educação e Qualidade do Ensino Público; Saúde; Infraestrutura e Mobilidade; Cidadania, Proteção Social e Habitação; Cultura, Esporte e Bem-Estar Animal; além de Governança, Gestão e Eficiência da Máquina Pública.
De acordo com a Prefeitura, o plano prioriza obras em andamento e contratos já firmados, deixando novos projetos condicionados à viabilidade técnica e financeira.
Enquanto a LOA e o PPA chegam à Câmara, os vereadores ainda discutem os vetos à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026. A votação, que estava prevista para a última quinta-feira (28), foi adiada pelo presidente da Casa, Epaminondas Neto, o Papy (PSDB), e deve ocorrer nesta terça-feira (2).
“A prefeita vem à Câmara com a Secretaria de Finanças para trazer a LOA e o PPA. Achei mais razoável votar os vetos após a visita dela”, explicou Papy.
Segundo ele, houve acordo entre as lideranças para ajustes pontuais nos textos, que incluem desde pedidos específicos de parlamentares até alterações de interesse coletivo. “Temos prazo até setembro, então pedimos para colocar na próxima sessão”, completou.

