O plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (17), por 311 votos, o regime de urgência do projeto que trata da anistia para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro. Com a decisão, a proposta não passará pelas comissões e seguirá direto para análise em plenário.
Um dos principais articuladores da medida, o deputado Rodolfo Nogueira (PL-MS) comemorou o resultado, mas destacou que este é apenas o primeiro passo de um processo ainda longo. “Vencemos a primeira batalha, mas grandes embates ainda virão pela frente”, disse.
Nogueira atuou ao lado de nomes de destaque da oposição, como Sostenes Cavalcante (PL-RJ), líder da bancada, Zucco (PL-RS) e Nikolas Ferreira (PL-MG), em negociações conduzidas com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que permitiram avanços na pauta.

Há algumas semanas, o parlamentar sul-mato-grossense foi escolhido pela oposição como coordenador nacional de mobilização popular em defesa da anistia. O movimento, segundo ele, mobilizou milhões de pessoas em diferentes estados.
Defensor de uma anistia “ampla, geral e irrestrita”, Nogueira afirma que a proposta deve incluir todos os processados pelos atos de 8 de janeiro, além do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ele reforçou que a bancada seguirá cobrando do relator um texto que atenda a essas expectativas.
“O processo ainda terá etapas cruciais. Agora será definido o relator, depois enfrentaremos a votação de mérito em plenário e, em seguida, a análise no Senado”, afirmou o deputado.

