O PT avalia a possibilidade de apoiar a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), em uma eventual candidatura ao Senado nas eleições de 2026. Reuniões em Brasília devem selar a vinda de Tebet ao partido, outra sinalização feita no último sábado (30), durante evento do partido estadual realizado na sede da Fetems, em Campo Grande.
Na ocasião, o deputado federal Vander Loubet, que assumiu a presidência estadual da sigla, afirmou que os petistas pretendem abrir diálogo com Tebet para discutir a construção de alianças futuras. Segundo ele, o partido já convidou a ministra para integrar o projeto de reeleição do presidente Lula (PT).
“Queremos que ela venha construir conosco o projeto do presidente Lula. Estamos abertos ao diálogo. Se ela quiser ser candidata a senadora, tem todo o direito”, disse Loubet.
Apesar da abertura ao diálogo, a possibilidade de Tebet disputar o Senado pelo PT em 2026 gera apreensão dentro da sigla em Mato Grosso do Sul. Isso porque a entrada da ministra na disputa poderia alterar os planos de lideranças locais.
Hoje, Vander Loubet é cotado para concorrer ao Senado, mas, diante de um cenário com Tebet na chapa, ele poderia ser deslocado para a disputa por mais uma vaga na Câmara dos Deputados, onde já cumpre mandato. Esse movimento, porém, criaria uma disputa interna com outros nomes fortes do partido, como a deputada federal Camila Jara, que busca reeleição, e o ex-deputado Fabio Trad, recém-filiado ao PT e apontado como um dos favoritos para conquistar cadeira na Câmara.
Aliados avaliam que o partido deve repetir a estratégia de 2022, quando lfez dois nomes à Câmara Federal no estado, o que aumenta a pressão pela definição das candidaturas. Uma das alternativas cogitadas nos bastidores é que Vander Loubet assuma a primeira suplência de Simone Tebet. Nesse cenário, caso Lula seja reeleito e mantenha a ministra em seu governo, Loubet herdaria a cadeira no Senado.

