A disputa interna pelo comando do PSDB em Mato Grosso do Sul segue sem definição. Com o diretório estadual em situação provisória até o dia 30 de novembro, a decisão sobre quem assumirá oficialmente a presidência do partido deve ficar para dezembro, quando a Executiva Nacional deve promover mudanças em sua composição.
Atualmente, o deputado federal Geraldo Resende ocupa a presidência provisória do PSDB no Estado. No entanto, o deputado estadual Pedro Caravina é apontado como um dos nomes mais cotados para assumir o comando definitivo da sigla.
A escolha, porém, depende do cenário nacional. O deputado federal Aécio Neves (MG) é cotado para assumir a presidência nacional do PSDB, caso o atual dirigente, Marconi Perillo, decida deixar o cargo para disputar o governo de Goiás em 2026. Essa transição deve ocorrer apenas no próximo mês, o que adia a definição também nos estados.
Resende, que em momentos anteriores cogitou deixar o PSDB, tem descartado a ideia e sinalizado que pretende seguir na legenda.
Racha tucano e descontentamento interno
O impasse sobre o comando do partido tem ampliado o clima de divisão dentro da legenda em Mato Grosso do Sul. Parlamentares e lideranças municipais demonstram insatisfação com a condução atual e defendem a ascensão de Caravina à presidência.
No início de outubro, uma reunião entre vereadores e Geraldo Resende evidenciou o descontentamento. Parte dos parlamentares afirmou que pode até desistir da disputa eleitoral de 2026 caso a liderança da sigla não seja alterada. Outros cogitam deixar o partido.
Na Câmara Municipal de Campo Grande, o PSDB conta atualmente com cinco vereadores: Juari, Victor Rocha, Flávio Cabo Almi, Papy e Silvio Pitu.
Possível debandada na Assembleia Legislativa
Na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems), o cenário também é de incerteza. O PSDB tem hoje a maior bancada da Casa, composta por Lia Nogueira, Pedro Caravina, Jamilson Name, Paulo Corrêa, Zé Teixeira e Mara Caseiro.
Entretanto há expectativa de uma debandada tucana a partir de março de 2026. Entre os atuais parlamentares, apenas Lia Nogueira deve permanecer na sigla.
A migração partidária pode resultar em uma nova configuração política de apoio ao governador Eduardo Riedel (PP) que, vale lembrar, deixou o PSDB e se filiou ao Progressistas um dia após a visita de Marconi Perillo a Campo Grande.

