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    “Se quisesse, o partido seria meu em MS”; diz Simone Tebet em resposta a André Puccinelli

    Em meio à pressão do MDB no Estado, a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, afirmou que sua prioridade continua sendo o Estado natal, embora o presidente Lula (PT) tenha pedido que ela mantenha aberta a possibilidade de disputar o Senado por São Paulo em 2026. Em entrevista exclusiva ao Campo Grande News a ministra rebateu críticas e falou de divergências com André Puccinelli e disse que, se decidir concorrer por MS, “ninguém no MDB local” poderá lhe tirar o direito.

    A ex-senadora também é cortejada por PT e PSB, no PSB o movimento é liderado pelo prefeito do Recife, João Campos, por intermédio da deputada Tabata Amaral. Embora o MDB de Mato Grosso do Sul prefira que ela dispute por São Paulo, a ministra afirma que seu “coração” continua no Estado de origem.

    Relação com MDB de MS e recado a Puccinelli

    Simone Tebet reagiu a declarações do ex-governador André Puccinelli sobre incompatibilidades eleitorais e recados implícitos à sua possível candidatura. “O partido em Mato Grosso do Sul, se quisesse, era meu. Mas não é isso. A Executiva Nacional me perguntou se eu queria o partido, e eu disse que não. Tenho carinho por todos que tocam o dia a dia da sigla.”

    Ela lembrou que Puccinelli entrou na política pelas mãos de seu pai, o ex-senador Ramez Tebet, e disse que o discurso antipetista do emedebista não reflete sua base eleitoral real; “O eleitorado do André é lulista. O voto dele vem sobretudo dos bairros de Campo Grande, onde o Lula sempre teve cerca de um terço do eleitorado.”

    Apesar das diferenças, Simone afirma que a relação está “pacificada” e que Puccinelli não subir no seu palanque, caso ela peça votos para Lula, “não é um problema”.

    Decisão sobre candidatura depende de Lula

    A ministra confirmou que Lula pediu que ela não descarte São Paulo até fevereiro, citando pesquisas que a colocam bem posicionada no Estado. Ainda assim, enfatiza que, se depender de sua preferência pessoal, concorrerá por Mato Grosso do Sul. “Do meu coração, é por Mato Grosso do Sul. Mas o presidente me pediu para manter a porta aberta. Ele disse que, pela projeção nacional e pelo recall, é importante avaliar onde posso ajudar mais.”

    Simone compara a decisão à trajetória do pai, que renunciou ao Ministério da Integração para disputar a Presidência do Senado a pedido do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB); “Aprendi com meu pai que só se diz ‘não’ a um presidente eleito quando o pedido não é republicano.”

    Apoio do PT e construção de palanques

    A ministra afirmou manter diálogo aberto com o PT de Mato Grosso do Sul, que já sinalizou apoio caso ela seja candidata ao Senado; “O PT disse que provavelmente não lançará candidato e me apoiará. Fico muito feliz.”

    Simone afirma que não exige palanques unificados e que respeitará a decisão de aliados que não quiserem dividir sua campanha com Lula; “Não precisamos estar juntos no palanque. Eu vou pedir voto para o Lula — e está tudo certo.”

    Redação

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