Uma intensa troca de acusações e gritaria marcou a sessão desta terça-feira (24) na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. Os deputados estaduais Pedro Kemp (PT) e Neno Razuk (PL) protagonizaram um confronto verbal durante o Grande Expediente, após declarações controversas sobre o conflito no Oriente Médio envolvendo Israel, Irã e o grupo terrorista Hamas.
O episódio teve início quando Pedro Kemp pediu um aparte durante o discurso de Neno Razuk. Ao ser autorizado a falar, o petista condenou viagens de brasileiros a Israel em meio à guerra, acusando o país judeu de cometer genocídio contra o povo palestino. Em tom exaltado, Kemp ainda interpelou o colega com perguntas provocativas: “O senhor aprova essa matança? E se diz cristão?”.
A fala causou reação imediata de Neno, que criticou a visão parcial do petista sobre o conflito. O parlamentar do PL mencionou o atentado de 7 de outubro de 2023, quando terroristas do Hamas mataram 1.200 pessoas, entre elas mulheres, crianças e idosos, em Israel. Ele ainda acusou Kemp de transformar uma tragédia humanitária em palanque ideológico. “Você toma partido porque os bolsonaristas defendem Israel?”, rebateu Neno, visivelmente irritado.
O clima se agravou com acusações mútuas de “politicagem” e houve até dedo em riste entre os parlamentares. A situação precisou ser contida pela Mesa Diretora da Casa, que encerrou a discussão e retomou a ordem dos trabalhos.
A postura adotada por Pedro Kemp segue a linha do seu partido, o Partido dos Trabalhadores (PT), que já foi elogiado publicamente pelo grupo terrorista Hamas.

