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    Azambuja encerra 2025 sem criticar Alexandre de Moraes, amplia resistência da direita à sua ida ao PL e enfraquece a direita no estado

    A filiação do ex-governador Reinaldo Azambuja ao Partido Liberal passou longe de gerar consenso dentro da direita sul-mato-grossense. Pelo contrário, o movimento reacendeu críticas antigas e aprofundou a resistência de parte significativa do eleitorado conservador, especialmente entre apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro.

    Azambuja, que construiu sua trajetória política no PSDB e governou Mato Grosso do Sul por dois mandatos, não possui histórico de alinhamento às pautas conservadoras que hoje mobilizam a direita nacional. Durante sua gestão e mesmo após deixar o cargo, manteve postura institucional moderada, evitando embates diretos com o Supremo Tribunal Federal, em especial com o ministro Alexandre de Moraes, figura central nas críticas do bolsonarismo e de setores que denunciam o que chamam de ativismo e autoritarismo judicial.

    Esse posicionamento voltou a ser questionado recentemente após a repercussão nacional do caso envolvendo o Banco Master, episódio que tem Alexandre de Moraes como personagem central no debate público. Mesmo diante da mobilização da direita contra o ministro, Azambuja optou novamente pelo silêncio, sem tecer críticas diretas ou manifestações públicas sobre o tema.

    Para lideranças e eleitores conservadores, a postura contrasta com o principal projeto político da direita para as eleições de 2026, que é a eleição de senadores alinhados com a agenda de contenção dos poderes do STF e de enfrentamento ao que classificam como excessos do Judiciário. Nesse contexto, a atuação discreta de Azambuja é vista como incompatível com o papel que se espera de um eventual representante da direita no Senado.

    A insatisfação também se reflete no cenário partidário. Dentro do próprio campo conservador, Azambuja tem sido apontado como um dos fatores que contribuíram para a migração de apoiadores de Bolsonaro do PL para o Partido Novo em Mato Grosso do Sul. A avaliação é de que sua presença no partido enfraquece a identidade ideológica da sigla junto à base bolsonarista, que busca maior coerência entre discurso e histórico político.

    Alguns filiados ao partido que preferiram na se identificar por conta das constantes perseguições internas, relataram à equipe do Fato67 que mesmo com todos os problemas, na época da gestão de Portela à frente do PL os conservadores ainda tinham uma “muleta” para justificar a permanência no partid por conta da amizade do Tenente com Jair Bolsonaro, “hoje com Reinaldo só restou a rejeição e o prejuízo eleitoral”, disse uma das fontes.

    Nas redes sociais, críticas se intensificaram após o anúncio de sua filiação ao PL coincidir, temporalmente, com a prisão de Jair Bolsonaro. Embora não exista qualquer relação causal entre os fatos, a coincidência foi explorada simbolicamente por adversários e críticos, reforçando a narrativa de desgaste político do ex-governador junto à direita.

    Com ambições declaradas de disputar uma vaga no Senado, Reinaldo Azambuja enfrenta hoje um desafio central: convencer o eleitorado conservador de que possui disposição política e posicionamento claro para representar um projeto que tem como um de seus pilares o enfrentamento institucional ao STF. Até o momento, para parte expressiva dessa base, o histórico e os silêncios do ex-governador pesam mais do que a mudança de partido.

    Roger Usai

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    1 COMENTÁRIO

    1. Reinaldo nunca foi e nunca será direita e também não enfraqueceu a direita , muito pelo contrário! A direita de MS está madura e conciente e sabe fazer a leitura do atual jogo político estadual , a direita está se purificando em todo o Brasil e temos a certeza de que não devemos e não vamos votar no centrão e nem desses que deixaram o psdb aqui no MS e correram para o PL atrás dos votos da direita ! Não temos partidos de direita no Brasil , mais teremos pessoas de direita dentro desses partidos existentes! No MS a direita votará em 1 ou 2 candidatos do PL que realmente são de direita , o restante não nos engana mais

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