A vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira (PL), classificou como “barbárie” a decisão do ministro Alexandre de Moraes que determinou a prisão preventiva do ex-presidente Bolsonaro. Em entrevista ao Fato67, ela afirmou que a medida representa “A sede de vingança de um sistema que não perdoa aqueles que ousam lutar por um Brasil livre, justo e sem corrupção”.
Nogueira reforçou sua defesa do ex-chefe de Estado: “O presidente Bolsonaro é um homem honesto e está preso injustamente por não aceitar a corrupção na política e não compactuar com o sistema. Mas essa prisão não irá parar o povo, que continuará a lutar pelo Brasil e pela libertação do presidente Bolsonaro.”
Entenda a prisão
Antes da decretação da prisão preventiva, a defesa de Bolsonaro alegou que o ex-presidente estaria em condição frágil de saúde e pediu a transferência do cumprimento da pena para o regime domiciliar humanitário. O pedido foi negado pelo ministro Alexandre de Moraes.
A Polícia Federal cumpriu o mandado de prisão preventiva solicitado pela própria corporação e autorizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A medida não significa o início do cumprimento da pena de 27 anos e três meses pela condenação por tentativa de golpe de Estado, que ainda não está em fase de execução.
Agentes em viaturas descaracterizadas chegaram à residência de Bolsonaro, no Jardim Botânico, em Brasília, nas primeiras horas da manhã. O ex-presidente foi levado à Superintendência da Polícia Federal, onde chegou por volta das 6h35.
De acordo com fontes da PF, a convocação de uma vigília em frente ao condomínio, feita pelo senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente contribuiu para embasar o pedido de prisão preventiva, por possível risco à ordem pública.
Na sede da corporação, Bolsonaro passou por exame de corpo de delito no Instituto Nacional de Criminalística, procedimento padrão em casos de prisão.

