O presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar da Costa Neto, voltou a mencionar o nome da senadora Tereza Cristina (PP) como uma das possíveis opções para compor a chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL), apontado como pré-candidato à Presidência da República nas eleições de 2026.
Em entrevista à GloboNews nesta quinta-feira (5), Valdemar afirmou que a ex-ministra da Agricultura reúne características que a credenciam para o posto de vice. “Tereza Cristina, que tem um carisma como ninguém tem e é mulher”, afirmou o dirigente partidário.
Além da senadora sul-mato-grossense, Valdemar também citou o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), como outro nome considerado nas articulações iniciais para a composição da chapa. Segundo ele, a força política de Zema no estado mineiro é vista como estratégica. “Tem o Zema, que tem muita força em Minas Gerais. Para nós é importante ter votos de Minas”, declarou.
Apesar das menções, o presidente do PL afirmou que as conversas sobre a formação da chapa ainda não começaram formalmente. De acordo com ele, o próprio Flávio Bolsonaro ainda não iniciou tratativas sobre o tema, assim como o senador Rogério Marinho (PL), que também participa das articulações do partido.
“Então, nós não temos mais nomes. O Flávio ainda não tratou desse assunto, nem o Rogério Marinho encaminhou isso ainda”, afirmou Valdemar.
Nome já havia sido citado anteriormente
Não é a primeira vez que o dirigente do PL menciona o nome de Tereza Cristina como possibilidade para a vice-presidência. Em outras entrevistas, Valdemar já havia destacado a senadora como uma das principais opções dentro do campo político aliado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Na ocasião, ele chegou a afirmar que preferiria uma mulher na composição da chapa. “Hoje, a minha opção seria por uma mulher. As mulheres cresceram muito. Tereza Cristina é um máximo para tudo, até para presidente”, disse em entrevista anterior à GloboNews.
Senadora mantém cautela
Apesar das declarações de Valdemar, Tereza Cristina tem adotado cautela ao comentar a possibilidade de integrar uma chapa presidencial em 2026. Questionada sobre o tema, a senadora afirmou que ainda considera prematura a discussão.
“Eu acho muito cedo para essa conversa. O vice é a última coisa. Ninguém se candidata a vice. O candidato é presidente da República”, afirmou.
Segundo a parlamentar, a definição do nome para vice depende de articulações futuras entre os partidos que venham a compor uma eventual coligação. “Isso é uma conjuntura que os partidos que se coligarem vão sentar e colocar nomes, e aí nós vamos decidir”, concluiu.

