O deputado estadual Coronel David (PL) contestou uma reportagem publicada em Mato Grosso do Sul que associou mortes decorrentes de ações policiais ao conceito de “pena de morte”. Para o parlamentar, a comparação é inadequada e compromete a compreensão do leitor sobre a atuação das forças de segurança, além de expor policiais a riscos desnecessários.
Ex-comandante da Polícia Militar do Estado, Coronel David afirmou que o uso do termo, fora do contexto jurídico, distorce os fatos. Segundo ele, diferentemente dos Estados Unidos, onde a pena de morte resulta de um longo processo judicial, no Brasil o policial toma decisões em segundos, muitas vezes sob ameaça direta à própria vida.
A declaração ocorreu após a morte de um homem suspeito de furto a um estabelecimento comercial em Campo Grande. Na avaliação do deputado, a cobertura jornalística do caso falhou ao divulgar o nome do sargento envolvido, sua unidade de atuação e informações pessoais ligadas à família. Para David, esse tipo de exposição ultrapassa o dever de informar e pode transformar o agente público em alvo de represálias.

O parlamentar destacou que, mesmo estando de folga, o policial se identificou, deu ordem de parada e reagiu diante de uma ameaça concreta. Ele ressaltou que objetos comuns, como uma chave de fenda, podem ser letais, e que a reação do militar se enquadra nos princípios da legítima defesa e do cumprimento do dever legal.
Coronel David também alertou para os efeitos mais amplos desse tipo de narrativa. Segundo ele, o enfraquecimento da imagem da polícia atinge diretamente o Estado e a segurança da população. O deputado reforçou que, por trás de cada ocorrência, existem profissionais, famílias e consequências permanentes que não podem ser tratadas apenas como números.

