O Museu da Imagem e do Som (MIS), em Campo Grande, inaugura nesta terça, às 19h, a exposição “Onde Dourados se faz Arte”, uma mostra que propõe reposicionar o olhar do público sul-mato-grossense para além da capital e reconhecer a potência criativa que emerge do interior do Estado.
Com curadoria de Sara Welter, a exposição reúne obras de dez artistas independentes de Dourados, Lumar, Gi Brandão, Cristhian Vieira, Kint, João Paulo Martinez, Aline Kuñatai Yvotyju, Treze, Gabriel Leal, Beni Tatua e Tom Kyo, que representam a pluralidade estética da cidade e a força de uma produção frequentemente invisibilizada nos circuitos culturais tradicionais.

A proposta é apresentar Dourados não apenas como recorte geográfico, mas como um território simbólico, marcado por expressões poéticas, políticas e afetivas que revelam uma cena em constante movimento. A mostra evidencia que a arte douradense pulsa nas margens, nos becos, nas aldeias, nas ruas e em ateliês improvisados, consolidando-se como um campo fértil de experimentações e resistências.
Os trabalhos expostos atravessam diferentes linguagens, como pintura, fotografia, performance, grafite, intervenção urbana, design, arte indígena contemporânea, tatuagem e pesquisas híbridas. Essa diversidade reforça a vitalidade da produção local e o papel dos artistas na construção de narrativas que dialogam com identidade, território e memória.

A abertura contará com ações artísticas ao vivo que ampliam a experiência sensorial da mostra. Entre as atrações estão o videomapping da artista Natacha IK, a música experimental do projeto Fica Fiz Café e uma performance do artista Lumar, que integra o elenco da exposição.

A curadora, Sara Welter, é artista visual e pesquisadora independente, com trajetória voltada para iniciativas que aproximam arte, território e memória. Em seus trabalhos, Sara busca evidenciar narrativas locais e provocar deslocamentos no modo como o público percebe a produção contemporânea em Mato Grosso do Sul. Em “Onde Dourados se faz Arte”, ela propõe um gesto de reconhecimento e valorização da força criativa que nasce longe dos centros culturais mais tradicionais.
A exposição é aberta ao público no Museu da Imagem e do Som (MIS), em Campo Grande, e reforça o papel da instituição como espaço de circulação e difusão da arte produzida no estado, especialmente aquela que emerge fora da capital.

