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    Prefeito de Terenos teria usado propina para aumentar patrimônio em 691%, diz Gaeco

    O prefeito de Terenos, Henrique Budke (PSDB), preso na terça-feira (9) durante a Operação Spotless, é acusado pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) de adquirir imóveis e empresas com recursos de propina. A investigação aponta que o patrimônio declarado pelo gestor aumentou 691% entre 2020 e 2024, período em que foi eleito e reeleito.

    De acordo com o relatório obtido pelo Jornal Midiamax, Budke teria recebido cerca de R$ 611 mil em propinas oriundas de fraudes em licitações que somam mais de R$ 15 milhões. Para os investigadores, ao menos três bens foram declarados com valores inferiores aos de mercado.

    Um dos exemplos citados é a Fazenda Ipê Amarelo, em Aquidauana, de 161 hectares. O prefeito declarou ter pago R$ 1,5 milhão à vista, mas laudos apontam que a propriedade vale R$ 4,35 milhões.

    Outro ponto levantado pelo Gaeco envolve a empresa Resilix Ltda., da qual Budke declarou participação de apenas R$ 1 mil. No entanto, o capital social da companhia atingiu R$ 2,23 milhões, o que, segundo os investigadores, indica que sua cota de 33% corresponde a aproximadamente R$ 745,9 mil.

    “Somado o valor real de mercado, o montante dos bens alcançaria, em 2024, R$ 6,14 milhões, o que representa crescimento de 691% em relação ao declarado em 2020”, destaca trecho da investigação.

    Prisões e organização criminosa

    Além de Budke, foram presos na operação o terceiro-sargento do Choque Fábio André Hoffmeister Ramires e outras dez pessoas apontadas como integrantes do esquema. O Gaeco sustenta que o prefeito era o líder da organização criminosa, que operava por meio de núcleos com funções definidas.

    Segundo a investigação, servidores públicos manipulavam editais de licitação para favorecer empresas previamente escolhidas. As fraudes simulavam concorrência legítima e, apenas no último ano, geraram prejuízos superiores a R$ 15 milhões aos cofres públicos.

    O esquema também previa pagamento de propina a agentes responsáveis por atestar falsamente a entrega de produtos e serviços, além de acelerar liberações de contratos.

    Operação Spotless

    A Operação Spotless teve origem em provas reunidas pela Operação Velatus, deflagrada em agosto de 2024. Com autorização judicial, o Gaeco e o Gecoc confirmaram que Budke comandava o esquema de corrupção.

    O nome da operação faz referência à necessidade de manter os processos de contratação pública “sem manchas ou máculas”.

    Redação

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