O agronegócio vai muito além das áreas rurais de Campo Grande. Dados do Observatório do Trabalho de Mato Grosso do Sul, da Funtrab, mostram que a cadeia do setor movimentava 22.521 empregos formais na Capital até dezembro de 2025.
O número representa 6,94% dos 324.441 vínculos formais registrados no município. Do total de empregos ligados ao agro, 16.167, ou 71,8%, estavam na indústria, comércio e serviços, enquanto 6.354 eram diretamente relacionados à produção. Para chegar aos números, o Observatório considerou 249 subclasses da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE), incluindo produção rural, agroindústria, comércio e serviços ligados à cadeia.
Indústria concentra empregos
A indústria reúne a maior parcela dos postos, com 10.226 vínculos, seguida pelo comércio, com 5.834. Entre as ocupações estão alimentador de linha de produção, trabalhador rural, motorista de caminhão, atendente de lojas e mercados e assistente administrativo.
Para o superintendente do Senar/MS, Lucas Galvan, os números mostram que o agro está presente em diferentes setores da economia. “O setor começa no campo, mas movimenta a indústria, o transporte, o comércio, a tecnologia, a gestão e uma série de serviços”, destaca.
Qualificação acompanha mercado
Com a diversificação das atividades, cresce também a necessidade de profissionais capacitados. Em Campo Grande, o Senar/MS oferece cursos de Formação Profissional Rural e Promoção Social. Em 2025, foram emitidos mais de 3,8 mil certificados no município. Em 2026, o número já supera 2,1 mil. Na formação técnica, 210 profissionais foram formados em parceria com o Sindicato Rural de Campo Grande.
Atualmente, nove turmas estão em andamento, com cursos de Agronegócio, Zootecnia, Segurança do Trabalho e Florestas. Segundo Galvan, a qualificação aproxima os trabalhadores das novas oportunidades criadas pela expansão do setor.
Agro presente na economia urbana
Os dados mostram a conexão entre o campo e a cidade. Fábricas, transportadoras, lojas, escritórios e empresas de serviços fazem parte de uma cadeia que movimenta a economia da Capital. Aos 127 anos, Campo Grande mantém sua relação histórica com o agronegócio, mas o setor ganhou novas dimensões. Hoje, uma parcela significativa dos empregos ligados ao agro está em atividades que acontecem longe das propriedades rurais, mostrando a força da cadeia na economia urbana.

