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    Operação investiga contratos da era Marquinhos Trad e prende ex-secretário de Obras na Capital; Foram apreendidos R$429 mil

    Uma operação na manhã desta terça realizada pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), ligado ao Ministério Público de Mato Grosso do Sul, colocou sob investigação contratos de manutenção viária em Campo Grande e resultou na prisão do ex-secretário municipal de Infraestrutura, Rudi Fiorese. A ação ocorreu na manhã desta terça-feira e teve como foco principal o setor de tapa-buracos e a manutenção de vias não pavimentadas.

    As equipes chegaram ainda no início da manhã à sede da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, impedindo a entrada de servidores antes mesmo da abertura do expediente. Documentos, processos e arquivos foram recolhidos, incluindo contratos firmados desde 2019, período em que Fiorese comandava a pasta durante a gestão do então prefeito Marquinhos Trad, hoje vereador da Capital pelo Partido Verde, legenda que integra federação com o PT.

    A operação também cumpriu mandados de busca e apreensão em outros pontos da cidade e resultou na prisão de sete pessoas, entre elas o próprio Fiorese. Ele foi localizado em um apartamento na região central de Campo Grande, onde, segundo relatos de moradores, a movimentação de viaturas e agentes causou surpresa nas primeiras horas do dia.

    Ex-Secretário da Sisep Rudi Fiorese e o ex-prefeito Marquinhos Trad no viaduto da Ceará | Foto: Marina Pacheco/Campo Grande News

    Além de Fiorese, também foram presos Edvaldo Aquino e Mehd Talayeh, apontados como envolvidos diretamente nos processos de pagamento e contratação da empresa investigada.

    Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos pelo menos R$ 419 mil em dinheiro vivo, valor encontrado em posse de investigados e que reforça as suspeitas levantadas ao longo da apuração.

    Segundo o Ministério Público, a investigação identificou indícios da existência de uma organização criminosa estruturada para fraudar a execução dos serviços de manutenção de vias públicas. O esquema envolveria manipulação de medições contratuais e realização de pagamentos por serviços não executados ou realizados de forma inferior ao contratado.

    Apesar de ter sido exonerado da Secretaria de Obras já na gestão da prefeita Adriane Lopes, a investigação concentra-se em contratos firmados no período anterior, quando Fiorese esteve à frente da pasta na gestão de Marquinhos Trad. Após deixar o cargo no município, ele assumiu a presidência da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos, função que ocupava até o momento da operação.

    Em nota, a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística informou que acompanha o caso e ressaltou que a apuração se refere exclusivamente à atuação de Fiorese no âmbito municipal, não envolvendo diretamente o governo estadual.

    O Ministério Público ainda não divulgou detalhes sobre os crimes investigados nem a identidade dos demais envolvidos. Também não há confirmação oficial sobre a participação de empresários ou empresas contratadas nos contratos sob análise.

    A ofensiva reforça o foco das autoridades em contratos de manutenção urbana firmados nos últimos anos, especialmente aqueles ligados à recuperação de vias, área historicamente sensível em gestões municipais devido ao volume de recursos envolvidos.

    O espaço segue aberto para esclarecimentos dos citados.

    Roger Usai

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