O deputado federal Dagoberto Nogueira (PSDB) voltou a blindar e votar contra requerimentos de convocação na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A comissão rejeitou pedidos para ouvir nomes ligados ao esquema que atingiu aposentados e pensionistas em todo o país, e o parlamentar sul-mato-grossense figurou entre os votos contrários.
A posição adotada por Dagoberto repete comportamento registrado em dezembro de 2025, quando também votou contra a convocação de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, durante uma das fases iniciais das apurações conduzidas pela comissão.
Durante a sessão, o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) criticou parlamentares que, segundo ele, estariam atuando para dificultar o avanço das investigações. Em seu discurso, citou nominalmente Dagoberto ao defender que a CPMI mantenha foco na responsabilização dos envolvidos.
“Nós só temos uma grande motivação para estarmos nesta CPMI: defender os interesses dos aposentados e pensionistas que foram roubados por uma quadrilha que transpassou governos, mas que se especializou e aumentou muitíssimo no governo Lula”, afirmou Sóstenes durante a sessão.
A CPMI apura denúncias de descontos indevidos em benefícios previdenciários, contratos suspeitos e possíveis falhas de controle em operações envolvendo aposentados e pensionistas, tema que ganhou repercussão nacional por atingir diretamente beneficiários em situação de vulnerabilidade social.
Nos bastidores da comissão, votos contrários à convocação de investigados vêm sendo interpretados por parlamentares da oposição como um movimento que dificulta o aprofundamento das apurações e reduz a pressão sobre personagens apontados no escândalo.

