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    Câmara debate retirada de fios soltos e cobra ação do Executivo em Campo Grande

    O excesso de fios soltos e cabos sem utilização nos postes de Campo Grande voltou a ser tema de debate na Câmara Municipal. Durante a sessão ordinária desta quinta-feira (7), vereadores cobraram a regulamentação da Lei Municipal 348/2019, que prevê a retirada de fios inutilizados por empresas de energia, telefonia e internet.

    O assunto foi discutido após participação do técnico de informática Francisco Vilar Marcondes, presidente do projeto Rede Limpa, na Tribuna da Casa de Leis. Ele alertou para os riscos causados pelos cabos abandonados em postes e até espalhados pelas vias públicas, situação que pode provocar acidentes graves.

    Segundo Marcondes, apesar da existência da legislação, poucas ações efetivas foram realizadas nos últimos anos. Atualmente, o projeto mantém parceria com apenas uma operadora de internet, cenário considerado insuficiente para resolver o problema na Capital.

    Durante a apresentação, ele exibiu registros de acidentes envolvendo fios soltos e reforçou a necessidade de atuação conjunta entre Prefeitura de Campo Grande, Energisa e empresas de telecomunicações. “Queremos retirar os fios mortos das ruas antes que tragédias aconteçam”, afirmou.

    Uma das ações mais recentes ocorreu em novembro de 2025, quando o mutirão do projeto Rede Limpa retirou cerca de 15 mil metros de fios irregulares, clandestinos e sem uso na região central de Campo Grande. A operação contou com participação da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos (Agems), Prefeitura, Energisa e empresas de telefonia e internet.

    Autor da lei, o vereador André Salineiro criticou a falta de regulamentação da norma, mesmo após sua aprovação e sanção em 2019. Segundo ele, a legislação estabelece punições para empresas que não realizarem a retirada dos cabos inutilizados, incluindo multa de R$ 500 por ocorrência não solucionada.

    O parlamentar também questionou a falta de definição sobre a responsabilidade pela fiscalização e retirada dos fios. De acordo com Salineiro, moradores enfrentam um “jogo de empurra” entre concessionária de energia e poder público quando procuram soluções para o problema.

    Presidente da Câmara Municipal, o vereador Epaminondas Neto também defendeu maior fiscalização e cobrou medidas do Executivo. Segundo Papy, os postes são compartilhados entre diferentes empresas, incluindo operadoras e prestadoras terceirizadas, mas muitas vezes os fios permanecem instalados mesmo após o encerramento dos contratos.

    Para os vereadores, além da poluição visual, o acúmulo de cabos representa riscos à segurança da população e evidencia a necessidade de aplicação prática da legislação já existente em Campo Grande.

    Danielle Andréa

    "Totus Tuus Mariae"! Cristã católica, dinda, gateira e colunista.

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